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  "publishedAt": "2026-03-23T22:00:00.000Z",
  "site": "https://www.tecmundo.com.br",
  "tags": [
    "Internet",
    "medida adotada na Austrália",
    "aumento da ansiedade e da depressão",
    "Mark Zuckerberg",
    "geração Z",
    "argumentos favoráveis e contrários"
  ],
  "textContent": "O CEO do Pinterest, Bill Ready, se manifestou favorável à proibição de menores de 16 anos nas redes sociais, apoiando a medida adotada na Austrália e que vem influenciando outros países. Ele abordou o tema em artigo publicado na _Time_ , na última sexta-feira (20).\n\n\"Precisamos de um padrão claro: **nada de redes sociais para adolescentes menores de 16 anos** , respaldado por fiscalização efetiva e responsabilização dos sistemas operacionais de celulares e dos apps que nele funcionam\", defendeu. Sua opinião difere de outros executivos do setor.\n\n## Ambiente inseguro para menores\n\nNo texto intitulado \"Governos deveriam proibir o uso de redes sociais por crianças menores de 16 anos\", Ready crítica o acesso irrestrito deste público às plataformas online. Ele argumenta que esses apps, da forma como foram projetados, não oferecem segurança aos pequenos usuários.\n\n  * De acordo com o executivo, as big techs não levaram em consideração as consequências de liberar a presença de crianças e adolescentes nesses ambientes;\n  * A frequente **exposição a desconhecidos que frequentam as mesmas redes e a indução ao vício em telas** estão entre os problemas relatados;\n  * O CEO também fala em \"aumento da ansiedade e da depressão, diminuição da concentração e salas de aula competindo pela atenção\" com os celulares como outros efeitos das redes sociais;\n  * \"Nos tribunais, vimos como as empresas priorizam o lucro em detrimento em detrimento da segurança dos jovens, às vezes com resultados trágicos\", se referindo a julgamentos envolvendo as gigantes da tecnologia.\n\nBill Ready assumiu a liderança do Pinterest em 2022. (Imagem: Pinterest/Divulgação)\n\nO artigo aponta, ainda, a integração de bots de IA às plataformas, que na visão do autor influenciam emoções, comportamentos e identidades. Ele também **comparou a regulamentação na Austrália ao que foi feito com a indústria do tabaco anos atrás**.\n\nAtualmente, Google e Meta enfrentam julgamento nos Estados Unidos, acusadas de projetar apps que deixam os menores viciados, além de alimentar crises de saúde mental. Em seu depoimento, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, negou que os serviços da empresa causem danos aos usuários.\n\n## Restrições para menores no Pinterest\n\nEmbora aceite usuários com idade a partir de 13 anos, o Pinterest implementou limitações para essas contas. Conforme Ready, os perfis de menores de 16 anos **não ficam visíveis nem podem receber curtidas, comentários e mensagens de estranhos**.\n\nAinda de acordo com ele, as medidas para priorizar a segurança e o bem-estar dos jovens não afastaram o público, ajudando a construir uma relação de confiança. Atualmente, mais de 50% dos usuários da plataforma fazem parte da geração Z.\n\nAo _Engadget_ , um porta-voz da empresa afirmou que não há planos de alteração das políticas para menores de 16 anos para se alinhar às novas leis em discussão. **A marca se considera uma plataforma de busca visual e não uma rede social**.\n\nSiga no TecMundo e confira argumentos favoráveis e contrários à proibição de redes sociais para menores no Brasil.",
  "title": "'Governos deveriam proibir': CEO do Pinterest defende banir menores das redes sociais"
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