{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreicewqk7kzumitfjxeecnvis25h2mchyzao44pnjoyul6ute2t5d6a",
    "uri": "at://did:plc:ulfbtqn2ybcgbzf27z75qrvu/app.bsky.feed.post/3mhlkgvu7tln2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreihrsgjenjtfzksna4qvd253yxhmvoesb5rofgd5nq7b6lx5roawaq"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 145340
  },
  "path": "/minha-serie/603446-emergencia-radioativa-como-estao-as-vitimas-do-acidente-do-cesio-137-hoje-em-dia.htm",
  "publishedAt": "2026-03-21T17:15:00.000Z",
  "site": "https://www.tecmundo.com.br",
  "tags": [
    "Minha Série",
    "a série Emergência Radioativa",
    "desastre do Césio-137",
    "cujos dramas e perdas reais foram tema da história",
    "Threads",
    "Instagram",
    "TikTok",
    "WhatsApp."
  ],
  "textContent": "Lançada pela Netflix na última quarta-feira (18), a série Emergência Radioativa retrata uma grande tragédia brasileira, que pode ser desconhecida por boa parte da população mais jovem do país. Em 1987, a abertura inadequada de uma máquina de radioterapia fez com que o elemento Césio-137 se espalhasse por bairros de Goiânia, capital de Goiás.\n\nA produção do streaming usa a ficção para recontar os eventos trágicos resultantes desse evento, que incluem desde a internação até a morte rápida de várias pessoas que tiveram contato com o material. No entanto, **ela não se aprofunda nas consequências a longo prazo do desastre, que são sentidas por muitos até os dias atuais**.\n\n## O que aconteceu com as vítimas do acidente de Emergência Radioativa?\n\nConforme mostra uma reportagem do Metrópoles, o desastre do Césio-137 mudou para sempre a cidade de Goiânia. Além de deixar 249 contaminados, **a situação resultou no monitoramento de outras 112 mil pessoas** , que poderiam ter sido expostas à radiação do material.\n\n  * O desastre mostrado em Emergência Radioativa também resultou na demolição de diversas casas contaminadas pelo material;\n  * Em um depósito localizado em Abadia de Goiás, na região metropolitana de Goiás, foram depositadas toneladas de materiais radioativos colhidos — a presença do Césio-137 pode demorar três séculos para desaparecer;\n  * À reportagem, Lourde das Neves, mãe da menina Leide — retratada com o nome Celeste na série — afirmou que, com o tempo, a população contaminada foi esquecida pelas autoridades;\n  * Na época em que o desastre repercutiu, os sobreviventes ganharam direito a uma pensão vitalícia, bem como a várias assistências médicas, que foram diminuindo com o passar do tempo. Segundo ela, o valor atual é insuficiente para comprar os remédios de que precisa mensalmente;\n  * “Antes a gente tinha toda a assistência. Ganhava medicação, podia ser o preço que fosse. Tinha o salário, tinha a cesta básica, tinha tudo. Depois saíram cortando”, explicou.\n\n\n\nLourdes, que também perdeu seu marido e a residência, não é a única cuja história não é retratada completamente por Emergência Radioativa. Outros sobreviventes também relatam dificuldades atuais, tanto pelo baixo valor da pensão, quando pelos diversos problemas de saúde que desenvolveram como resultado a longo prazo da exposição ao Césio-137 — o que os impede de trabalhar e levar uma vida normal.\n\n## Vítimas dizem que não foram ouvidas pela produção de Emergência Radioativa\n\nA pensão faz parte de uma das principais lutas dos sobreviventes, que afirmam não ter nenhum reajuste há 7 anos. Embora a série da Netflix possa dar esperança de que o caso seja revisitado — e aumente a pressão sobre as autoridades —,**os afetados afirmam que não foram ouvidos pela plataforma de streaming**.\n\nVítimas afirmam que não foram consultadas pela produção de Emergência Radioativa. Imagem: Divulgação/Netflix\n\nMarcelo Santos Neves, presidente da Associação das Vítimas do Césio-137, afirmou ao Metrópoles que a produção de Emergência Radioativa não consultou as pessoas cujos dramas e perdas reais foram tema da história. “As gravações nem aconteceram em Goiânia, foram feitas em São Paulo. Como é que você fazer uma obra contanto essa história e não chama quem realmente viveu tudo isso?”.\n\nEle afirma que, enquanto parte da equipe de produção visitou locais em busca de referências, não houve qualquer conversa com as vítimas. Assim, o show da Netflix está sendo considerado desrespeitoso, tanto por reabrir velhas feridas, quanto por contar versões incompletas das histórias reais que estão lhe rendendo audiência, elogios e lucro.\n\nComente nas redes sociais do Minha Série! Estamos no Threads, Instagram, TikTok e até mesmo no WhatsApp. Venha acompanhar filmes e séries com a gente!",
  "title": "Emergência Radioativa: Como estão as vítimas do acidente do Césio-137 hoje em dia?"
}