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"textContent": "Atualmente, são muitos os serviços encontrados para gerenciar e organizar fotos nos mais variados sistemas operacionais. Nomes como Google Fotos, o iCloud da Apple ou até o app nativo de galeria de imagens no celular ou computador são alternativas relativamente completas para essa tarefa.\n\nAnos atrás, porém, outro programa era quase sempre tido como a resposta para quem buscava uma forma de lidar com os arquivos espalhados em múltiplas pastas no PC. Trata-se do **Picasa, uma ferramenta que nasce independente, é comprada por uma gigante e perde força com mudanças na indústria**.\n\nMas você sabe o que aconteceu com o Picasa, que passou a ser cada vez menos mencionado como alternativa desse setor ao longo dos últimos anos? A seguir, conheça ou relembre a trajetória do programa.\n\n## O que foi e para que servia o Picasa\n\nO Picasa era um **programa gratuito de gerenciamento e edição de fotos no computador**. Ele foi lançado em 2002 por uma desenvolvedora até então pouco conhecida chamada Idealab.\n\nEle foi vendido desde o início como **uma alternativa para Windows ao que o iPhoto da Apple oferecia** : organização de imagens, recursos básicos de edição e compartilhamento desses arquivos. Ao longo dos anos, ele ganhou versões para macOS e uma adaptação para rodar em Linux.\n\nA interface principal do Picasa. (Imagem: Reprodução/UpToDown)\n\nO nome do software é uma mistura de influências: além de ser **uma homenagem ao artista espanhol Pablo Picasso** , ele mistura o começo de \"**picture** \", que é imagem em inglês, e \"**casa** \", que tem o mesmo significado em português e espanhol.\n\n * O diferencial do Picasa era a **capacidade de organização e classificação de fotos no seu computador** , ajudando a criar uma biblioteca de imagens com o que está armazenado em diferentes pastas da máquina.\n * As pastas criadas pelo Picasa ou pelo usuário concentram as imagens com base em algumas variáveis, como data ou até localização, que poderia ser adicionada manualmente pelo usuário.\n * De forma quase automática, ele ganhou ao longo do tempo**filtros que identificavam elementos das suas imagens para fazer a classificação** , como pessoas (via um elogiado reconhecimento facial) ou objetos em comum.\n\nAs funções de edição mais simples e diretas no Picasa. (Imagem: Reprodução/Codecpack)\n\n * A interface dele é datada hoje em dia, mas **considerada intuitiva para a época pela organização em uma barra de pastas na lateral esquerda** e a exibição dos arquivos ao centro da tela.\n * Na parte inferior da janela, há **atalhos para ações rápidas e bastante usadas** , como imprimir, exportar e fazer colagens.\n * Para além do gerenciamento, ele também **oferecia um editor de imagens embutido**. A função trazia apenas comandos simples, além de filtros para você fazer modificações menos elaboradas em fotos.\n\n\n\nO destaque do Picasa no campo de organização de fotos fez ele chamar a atenção de gigantes. Em 13 de julho de 2004, dois anos após o lançamento, **a ferramenta foi adquirida pela Google** e passou a ser totalmente administrada pela empresa, ainda em fase de expansão dos seus negócios para além do buscador.\n\nJá dentro da nova casa, **em 2006 ele ganhou um aplicativo paralelo: o Picasa Web Albums (PWA),** uma ferramenta que auxiliava na hospedagem e no compartilhamento de álbuns com outras pessoas e serviços, incluindo os já descontinuados Google+ e Blogger.\n\n## O que aconteceu com o Picasa?\n\nCom o tempo, ficou evidente que a Google estava deixando o Picasa para escanteio: ele recebia cada vez menos novidades em recursos e interface, enquanto outros produtos da empresa eram priorizados.\n\nEm 12 de fevereiro de 2016, ela confirmou o fim da linha do programa ao anunciar que **o Picasa Desktop e o Picasa Web Albums seriam descontinuados** — o programa principal depois de um mês e o outro, focado em compartilhamento de álbuns inteiros com outras pessoas, em maio do mesmo ano.\n\nA ideia da companhia era **concentrar os esforços apenas em uma plataforma que lida com imagens: o Google Fotos** , lançado meses antes e até hoje a principal biblioteca da empresa para esses materiais.\n\nNa época, quem tinha fotos ou vídeos em um Álbum do Picasa teve o conteúdo migrado automaticamente para a nova plataforma na nuvem. A concorrência hoje é grande, contra serviços como o OneDrive da Microsoft e o iCloud da Apple, além de plataformas específicas para edição — caso do Photoshop, o PhotoScape e alternativas no mobile, por exemplo.\n\nO programa do Picasa para computadores **até continua funcionando até hoje de forma offline para interessados** , mas não está disponível para download no site do próprio Google — apenas em repositórios de software e que guardam versões antigas desses programas.\n\nQuem quiser matar as saudades ou baixá-lo por curiosidade, porém, deve fazer isso sabendo que **o Picasa não passa há anos por atualizações de otimização, adição de novos recursos ou segurança** , o que significa que ele não é o mais indicado para armazenamento dos seus arquivos mais privados e que há poucos membros restantes na comunidade para tirar dúvidas.\n\nQue fim levou o Nero, outro programa das antigas usado para extrair conteúdos, copiar ou gravar CDs e DVDs? Saiba neste artigo!",
"title": "Que fim levou o Picasa, popular programa de guardar fotos dos anos 2000?"
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