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"publishedAt": "2026-03-12T21:40:00.000Z",
"site": "https://www.tecmundo.com.br",
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"Segurança"
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"textContent": "Uma vulnerabilidade crítica foi descoberta no **Ally, plugin gratuito do WordPress voltado para acessibilidade digital**. A brecha permite que qualquer atacante, sem precisar de login ou permissão especial, **acesse o banco de dados do site e roube informações sensíveis** , incluindo senhas criptografadas.\n\nO problema foi identificado em 4 de fevereiro de 2026 pelo engenheiro de segurança ofensiva Drew Webber, da empresa Acquia, e recebeu a classificação CVE-2026-2413 – com nota 7.5 de gravidade no sistema CVSS.\n\n## Como a falha funciona\n\nO Ally, **anteriormente conhecido como One Click Accessibility** , é um plugin que ajuda criadores de sites**a construírem páginas mais acessíveis**. Ele oferece **um scanner de acessibilidade com sugestões baseadas em inteligência artificial** , um widget para visitantes e até um gerador automático de declarações de acessibilidade.\n\nO plugin está **ativo em mais de 400 mil sites ao redor do mundo** , o que aumenta o alcance da falha.\n\nO problema está na **forma como o plugin constrói uma consulta ao banco de dados**. Existe uma função chamada “get_global_remediations()” que usa a URL de uma página para montar uma busca do tipo JOIN no banco de dados. O **erro está em como esse endereço é tratado antes de chegar à consulta**.\n\nO plugin aplica uma função chamada “esc_url_raw()” para limpar a URL. Essa função é útil para garantir que um endereço seja válido do ponto de vista de formatação web. Mas **ela não foi criada para proteger consultas de banco de dados**. Caracteres como aspas simples e parênteses, que**são os ingredientes básicos de um ataque de injeção SQL** , passam sem nenhum problema por essa filtragem.\n\nO jeito seguro de fazer isso seria usar a função “wpdb->prepare()”, nativa do WordPress. Ela escapa os dados e os trata como valores, não como parte da lógica da consulta. Sem ela, **a URL enviada pelo atacante é colada diretamente dentro do código SQL que será executado no banco**.\n\n## O que um atacante pode fazer com isso\n\nCom a brecha aberta, **um invasor pode usar uma técnica chamada injeção SQL cega baseada em tempo**. O atacante manda consultas maliciosas que incluem condições lógicas e comandos de pausa, como SLEEP().\n\nSe o site demorar para responder, significa que a condição testada é verdadeira. Se responder rápido, é falsa. Repetindo isso muitas vezes, **o atacante consegue extrair informação bit a bit, sem que o sistema perceba o ataque**.\n\nÉ um processo lento, mas eficaz. E o resultado pode incluir hashes de senhas, dados de usuários e outras informações armazenadas no banco de dados ficam expostos.\n\n## Como o problema foi resolvido\n\n**Drew Webber reportou a falha de forma responsável pelo programa de recompensas por bugs da Wordfence** , recebendo US$ 800 pelo trabalho. A Wordfence notificou o fabricante do plugin, a Elementor, em 13 de fevereiro. A empresa reconheceu o problema dois dias depois e lançou a correção em 23 de fevereiro de 2026.\n\nA solução foi simples tecnicamente: substituir a concatenação direta pela função “wpdb->prepare()” na consulta JOIN.\n\nA versão segura do plugin é a 4.1.0.**Todos os usuários com versões até a 4.0.3 estão vulneráveis e devem atualizar o quanto antes**.\n\nAcompanhe o **TecMundo** nas redes sociais. Para mais notícias de segurança e tecnologia, inscreva-se em nossa newsletter e canal do YouTube.",
"title": "Falha em plugin do WordPress expõe 400 mil sites a ataques cibernéticos"
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