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"publishedAt": "2026-03-12T21:20:00.000Z",
"site": "https://www.tecmundo.com.br",
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"Segurança"
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"textContent": "O n8n, software open source adotado por cerca de 230 mil usuários ativos, **concentrou ao menos três vulnerabilidades graves em poucos meses**. A mais séria delas permite que **um invasor assuma o controle total do sistema sem precisar de permissões especiais**. Mais de 103 mil instâncias ainda não receberam a correção.\n\nO n8n é**uma ferramenta que conecta sistemas diferentes de forma automatizada**. Uma empresa pode usá-lo para integrar o CRM com o sistema de e-mail, disparar alertas quando um pedido é feito, ou processar dados entre plataformas sem intervenção humana. É o tipo de software que fica rodando silenciosamente em segundo plano, coordenando processos inteiros.\n\n## A primeira falha e o alerta federal\n\nA vulnerabilidade identificada como CVE-2025-68613 foi revelada em dezembro. **Ela recebeu nota 9,9 em uma escala que vai até 10, o que já diz bastante sobre a gravidade do problema**. A falha está no mecanismo que o n8n usa para **avaliar expressões dentro dos fluxos de trabalho**.\n\nBasicamente, o sistema executa pedaços de código para decidir o que fazer em cada etapa de uma automação. O problema é que, **sob certas condições, um usuário autenticado conseguia inserir comandos maliciosos** nessas expressões e o sistema os executava sem questionar. Alguém com uma conta de baixo privilégio podia, a partir disso, tomar conta de toda a instância, acessar senhas armazenadas e modificar fluxos inteiros para servir a outros fins.\n\nA agência americana de segurança cibernética **CISA confirmou que a falha já estava sendo explorada ativamente**. Por esse motivo, a entidade ordenou que todas as agências federais civis aplicassem a correção até o dia 25 de março. O n8n lançou o patch na versão 1.122.0, mas **muitas organizações ainda não se adequaram**.\n\n## O pesadelo que veio depois\n\nEnquanto o time do n8n ainda lidava com a repercussão da primeira falha, pesquisadores da empresa Cyera reportaram algo pior. A **vulnerabilidade batizada de \"ni8mare\" pelos próprios descobridores recebeu nota máxima** , 10.0, e foi registrada como CVE-2026-21858.\n\nEssa segunda falha dispensava qualquer autenticação. Um atacante de fora, sem conta alguma no sistema, conseguia fazer a execução remota de código por causa de um tratamento inadequado dos webhooks da plataforma. Webhooks são gatilhos que o n8n usa para receber informações externas e disparar automações.\n\n## Uma terceira onda de vulnerabilidades\n\nEm fevereiro, um novo conjunto de falhas foi agrupado sob o identificador CVE-2026-25049, com nota 9.4. O **n8n descreveu essas brechas como variações do problema de dezembro** , que abriram caminhos adicionais para explorar o mesmo motor de avaliação de expressões que causou a primeira crise.\n\nO próprio n8n reconheceu em comunicado que usuários autenticados com permissão para criar ou modificar fluxos podiam usar expressões manipuladas para disparar comandos no servidor host. Ou seja, **mesmo após os patches anteriores, a superfície de ataque ainda não estava completamente fechada**.\n\n## O que fazer agora\n\n**A correção para todas as falhas conhecidas está disponível**. Quem usa o n8n precisa **garantir que está rodando uma versão atualizada da plataforma**. Para quem mantém instâncias auto-hospedadas, a atenção precisa ser redobrada, já que atualizações automáticas não são a regra nesse modelo.\n\nAcompanhe o **TecMundo** nas redes sociais. Para mais notícias de segurança e tecnologia, inscreva-se em nossa newsletter e canal do YouTube.",
"title": "N8N: falhas críticas expõem mais de 100 mil usuários a cibercriminosos"
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