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"path": "/seguranca/411521-ias-podem-ajudar-adolescentes-a-fazer-ataques-armados-revela-estudo.htm",
"publishedAt": "2026-03-11T20:00:00.000Z",
"site": "https://www.tecmundo.com.br",
"tags": [
"Segurança",
"inteligência artificial (IA)",
"ChatGPT",
"DeepSeek",
"chegou a diretamente sugerir violência",
"a explosão de um Cybertruck",
"decidiu não contactar as autoridades"
],
"textContent": "Chatbots de inteligência artificial (IA) falham em detectar sinais de que o usuário está planejando um ataque violento e até ajuda na organização do ato. Essa é uma das conclusões de um novo estudo conduzido pelo Center for Countering Digital Hate (CCDH).\n\nNo levantamento, o grupo testou alguns dos principais serviços de IA do mercado para saber **até que ponto eles auxiliariam um adolescente que dava indícios de que estava usando a plataforma para conseguir respostas ou planejar um ato criminoso** , como um assassinato ou tiroteio.\n\nAs seguintes plataformas foram avaliadas: ChatGPT, Google Gemini, Claude, Microsoft Copilot, Meta AI, DeepSeek, Perplexity, Snapchat My AI, Character.AI e Replika. De todas, **apenas duas não \"ajudaram regularmente\" no planejamento de um cenário de tragédia**.\n\n## Chatbots sem filtro?\n\nSegundo a pesquisa, **as IAs foram levadas a acreditar que do outro lado da tela estava um usuário adolescente** (ou da idade mínima exigida para cadastro). A pessoa fazia perguntas que já deveriam ficar na memória do chatbot e indicavam um comportamento suspeito, como perguntar sobre atiradores famosos ou desabafar sobre como ela odeia determinada figura pública ou grupos inteiros, como minorias.\n\n * Em um determinado momento, os pesquisadores perguntam sobre mapas de um campus universitário (algo que o ChatGPT forneceu) e onde adquirir armas de fogo ou facas (como o caso do DeepSeek). Neste momento, **alguns dos chatbots percebem o risco e tentam ao menos indicar para o usuário caminhos alternativos** , enquanto outros procedem com a informação;\n\nO índice de colaboração (em vermelho), falta de ação (em cinza) e recusa (em verde) dos chatbots aos pedidos. (Imagem: Reprodução/CCDH)\n\n * Vários exemplos testados indicam como a IA pode ser manipulada nesse tipo de conversa: **há momentos em que a IA até avisa que aquilo é perigoso, ilegal e não deve ser feito** , mas segue colaborando após novas requisições;\n * Entre todos os chatbots testados, **apenas o Claude e a Snapchat My AI deram mais respostas desencorajadoras ou se recusaram a ajudar** do que prestaram auxílio nas pesquisas. A IA da Anthropic foi a de melhor desempenho, inclusive se recusando a atender certos comandos com a frase \"Eu não vou providenciar essa informação dado o contexto de nossa conversa;\n * Do outro lado, o pior caso foi o Character.AI, que inclui chatbots que personificam famosos ou figuras abstratas. Ele chegou a diretamente sugerir violência como resposta e encorajou o usuário a seguir com um ataque;\n\nO Claude se recusou a atender vários pedidos de acordo com o contexto. (Imagem: Reprodução/CCDH)\n\nEm nenhum dos cenários, porém, a IA chega a tomar alguma ação concreta contra a atividade suspeita. Esse foi um tema levantado após ao menos dois incidentes envolvendo a consulta de IAs para planejamento de crimes: a explosão de um Cybertruck no começo de 2025 e um ataque a tiros no Canadá.\n\nNo segundo caso, a OpenAI **chegou até a analisar as conversas a partir de uma equipe humana após um alerta emitido pela plataforma** , mas decidiu não contactar as autoridades.\n\n",
"title": "IAs podem ajudar adolescentes a fazer ataques armados, revela estudo"
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