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  "path": "/seguranca/411466-caso-ela-diga-nao-pf-investiga-responsaveis-por-trend-no-tiktok.htm",
  "publishedAt": "2026-03-10T15:10:00.000Z",
  "site": "https://www.tecmundo.com.br",
  "tags": [
    "Segurança",
    "app de vídeos curtos",
    "incitação à prática de crimes",
    "trend no TikTok",
    "casos consumados e tentados de feminicídio",
    "notícias mais recentes"
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  "textContent": "A Polícia Federal (PF) abriu investigação contra a trend \"Caso ela diga não\" que viralizou no TikTok com a circulação de vídeos fazendo apologia à violência contra a vida e a integridade física de mulheres. O pedido foi enviado pela Advocacia-Geral da União (AGU) à corporação no domingo (8).\n\nConduzida pela Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF, a ação para desarticular o compartilhamento desses conteúdos **já levou à derrubada de perfis envolvidos com a divulgação** , conforme noticiou o _g1_ na segunda-feira (9). Vídeos também começaram a ser removidos.\n\n## O que é a trend \"Caso ela diga não\"?\n\nAs imagens compartilhadas no TikTok, principalmente, mostram **homens simulando reações violentas ao se depararem com a negativa em pedidos de namoro ou casamento**. Eles encenam chutes, socos e esfaqueiam manequins que simbolizam a figura feminina.\n\n  * Esses vídeos são acompanhados de mensagens como \"treinando caso ela diga não\" ou frases semelhantes, que justificam a violência contra mulheres;\n  * Os conteúdos relacionados à trend circulam desde 2023, pelo menos, no app de vídeos curtos, e também começaram a se espalhar por outras plataformas;\n  * Na notícia-crime apresentada pela AGU à PF, são identificados ao menos quatro perfis de usuários responsáveis pela publicação de tais materiais;\n  * Segundo o procurador nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), Raphael Ramos, as imagens **afetam as ações públicas de promoção e proteção dos direitos das mulheres**.\n\nA trend “Caso ela diga não” viralizou no TikTok. (Imagem: Roni Bintang/Getty Images)\n\n\"A vítima, nesse contexto, é a coletividade feminina, atingida em sua condição de sujeito de direitos fundamentais, sobretudo quando o conteúdo divulgado assume a forma de incitação à prática de crimes ou de apologia de fatos criminosos, enquadráveis, em tese, como crimes contra a paz pública\", afirmou, em comunicado.\n\nAinda conforme Ramos, a trend pode estimular a prática de crimes previstos no Código Penal, como feminicídio, lesão corporal, intimidação sistemática, ameaça e violência psicológica contra mulheres. Incitação ao crime e apologia de crime ou criminoso são outros ilícitos citados por ele.\n\n## PGR também pode entrar no caso\n\nNesta terça-feira (10), está prevista a votação de um requerimento, na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a trend no TikTok. A solicitação é do deputado Pedro Campos (PSB-PE).\n\nSegundo o autor do pedido, as publicações virais representam apologia ao crime e atualização do machismo e do patriarcado para o século XXI. Campos defende a punição aos influenciadores e uma **investigação mais rígida na infraestrutura das big techs**.\n\nO Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025 aponta 6,9 mil vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio no país, no ano passado, de acordo com dados do Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL). O número representa **aumento de 34% em relação a 2024**.\n\nCurtiu o conteúdo? Siga no TecMundo e fique por dentro das notícias mais recentes de tecnologia.",
  "title": "'Caso ela diga não': PF investiga responsáveis por trend no TikTok"
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