{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreig3qwwxg62ej3uyhpwmfraygf5iofffc6umsmvwk3jcckf3epv7pe",
    "uri": "at://did:plc:ulfbtqn2ybcgbzf27z75qrvu/app.bsky.feed.post/3mfruhxbb27j2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreifj2urrgo7p56urvv5dj6nkvkvsdomlplhlr5cuzq3peeopcj4v7a"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 228403
  },
  "path": "/mercado/411157-haddad-nega-que-aumento-de-imposto-de-importacao-encarecera-celulares.htm",
  "publishedAt": "2026-02-26T18:07:00.000Z",
  "site": "https://www.tecmundo.com.br",
  "tags": [
    "The BRIEF",
    "produtos importados",
    "ministro da Fazenda",
    "produção local",
    "Nesta matéria"
  ],
  "textContent": "O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou que a alta no imposto de importação de mais 1.000 produtos encarecerá esses itens, **incluindo os celulares** , ao contrário do que afirmam os críticos. Ele falou sobre o assunto na quarta-feira (25).\n\nSegundo o ministro, a atualização da alíquota tem caráter regulatório e é necessária para proteger a indústria nacional, **sem impactos diretos aos consumidores**. Com isso, o governo acredita que mais empresas estrangeiras serão incentivadas a produzir no Brasil.\n\n## Possibilidade de redução ou tarifa zero\n\nA medida eleva em até 7,2 pontos percentuais o imposto aplicado sobre produtos importados. Dessa forma, consumidores e empresas que precisam fazer compras internacionais podem acabar se deparando com novos preços.\n\n  * No entanto, Haddad afirmou que **mais de 90% dos produtos afetados pelo aumento da tarifa já são produzidos no Brasil** ;\n  * Ou seja, o impacto no consumidor final será bastante reduzido, de acordo com o chefe da pasta;\n  * \"Qual é o objetivo? Trazer essa empresa (que produz fora) para o território nacional. Não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional\", disse ele à imprensa, no retorno da viagem à Índia e Coreia do Sul;\n  * Uma parcela dos novos percentuais do imposto de importação já entrou em vigor e as demais passam a valer a partir de março.\n\nVários componentes eletrônicos importados serão afetados pelo aumento do imposto. (Imagem: gorodenkoff/Getty Images)\n\nEle ressaltou, ainda, que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) tem liberdade para realizar ajustes nas alíquotas, se necessário. **Em alguns casos, há possibilidade de solicitar redução e até zerar a tarifa**.\n\nO ministro da Fazenda também comentou que a elevação do imposto pode contribuir para o reforço do caixa do governo federal com R$ 14 bilhões por ano, cumprindo a meta fiscal de 2026. No momento, não existe possibilidade de revogação do aumento, mesmo diante das críticas.\n\n## Apenas 5% dos celulares são importados\n\nPrincipal alvo das críticas, o mercado de smartphones não sentirá tanto os efeitos do aumento, como defende Haddad. Dados do MDIC apontam que **95% dos telefones vendidos no Brasil no ano passado foram produzidos no país**.\n\nMarcas como Apple, Motorola, Samsung, Realme, Jovi e Oppo não devem ser afetadas, conforme o governo, pois têm produção local, enquanto componentes importados sem similar nacional terão tarifa zero mantida. Entre as principais fabricantes, a Xiaomi não está presente no país.\n\nCabe lembrar que o aumento também abrange produtos como robôs industriais, equipamentos laboratoriais, turbinas, caldeiras, geradores, tomógrafos e aparelhos de ressonância magnética. Controladores de edição e painéis indicadores com LCD ou LED são outros itens impactados.\n\nQue tal saber mais sobre o assunto? Nesta matéria, o TecMundo conversou com especialistas que estimaram os impactos das medidas nos preços dos celulares importados.",
  "title": "Haddad nega que aumento de imposto de importação encarecerá celulares"
}