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"path": "/noticias/20341-agencia-ufc-esgotos-clandestinos-despejados-no-oceano-contaminam-o-ar-do-litoral-de-fortaleza",
"publishedAt": "2026-06-24T11:30:10.000Z",
"site": "https://www.ufc.br",
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"Notícias de 2026",
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"Agência UFC"
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"textContent": "Uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC) revelou que o esgoto lançado no mar de Fortaleza pode retornar à população por uma via pouco perceptível: o ar. O estudo identificou bactérias de origem intestinal humana tanto na superfície do oceano quanto em bioaerossóis, partículas microscópicas lançadas na atmosfera pelo rompimento de bolhas e pela ação das ondas na costa. A descoberta amplia a compreensão dos **impactos da poluição por esgoto** em áreas urbanas litorâneas.\n\nOs pesquisadores coletaram amostras em pontos próximos à foz do Riacho Maceió, no Mucuripe, durante as estações seca e chuvosa, que mostraram a presença recorrente de enterobactérias, presentes no intestino humano e associadas à contaminação por material fecal. Mais de 70% dos microrganismos foram identificados tanto na água quanto nos aerossóis marinhos, indicando uma conexão entre a contaminação das águas costeiras e a **qualidade do ar** na orla. Ao todo, foram identificados 29 grupos bacterianos, incluindo bactérias associadas a infecções gastrointestinais, urinárias e respiratórias.\n\nSegundo a professora Oscarina Viana de Sousa, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da UFC, os resultados apontam para uma fonte contínua de poluição. \"Isso indica que existe um**descarte contínuo de esgoto não tratado** e a presença de um grande número de microrganismos com potencial patogênico\", afirma. Embora a pesquisa não tenha investigado a ocorrência de doenças específicas, ela alerta para a presença de bactérias, fungos, protozoários e vírus que podem representar riscos à saúde humana.\n\nO trabalho também mostrou que as **condições climáticas** influenciam a circulação desses microrganismos. Durante a estação chuvosa, a quantidade de bactérias aumenta na superfície do mar devido ao maior carreamento de esgoto e matéria orgânica. Já no período seco, ventos mais fortes e menor umidade favorecem a suspensão e a dispersão dos bioaerossóis, que podem ser transportados por longas distâncias.\n\nOs resultados fazem parte do artigo \"Microbial ocean-atmosphere transfer: The influence of sewage discharge into coastal waters on bioaerosols from an urban beach in the subtropical Atlantic\", publicado no periódico internacional _Marine Environmental Research_.\n\nPara os pesquisadores, os resultados reforçam a importância de ampliar a coleta e o**tratamento de esgoto** , além de intensificar a fiscalização contra ligações clandestinas. Para saber como a população pode ajudar a combater o problema e se proteger de doenças, entre outras informações sobre o estudo, a matéria na íntegra está disponível na Agência UFC, veículo de divulgação científica da Universidade.\n\nFonte: _Oscarina Viana de Sousa, professora do Instituto de Ciências do Mar da UFC – e-mail:oscarinavs@ufc.br_",
"title": "Agência UFC: Esgotos clandestinos despejados no oceano contaminam o ar do litoral de Fortaleza"
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