{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreicgk6ujcffu7lgg4lwnjtjmmh73r4q4jo7tzgbyfjwashr6jklvm4",
"uri": "at://did:plc:tprrse3wlo7egizhn42hacw6/app.bsky.feed.post/3mlxdgvfvkw52"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiczyyxfjoyexf27g7hb3i4wsegjlgw43owwftwhfdur5sqms4pnv4"
},
"mimeType": "image/png",
"size": 492967
},
"path": "/noticias/20243-labomar-participa-de-missoes-de-combate-ao-peixe-leao-em-fernando-de-noronha-e-jericoacoara",
"publishedAt": "2026-05-15T13:30:40.000Z",
"site": "https://www.ufc.br",
"tags": [
"Destacado",
"Notícias de 2026",
"Notícias"
],
"textContent": "O Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) participará de missões de combate ao peixe-leão em duas importantes unidades de conservação marinha do país: o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e o Parque Nacional de Jericoacoara, nos meses de maio e junho. Espécie invasora, **o peixe-leão vem se expandindo no Brasil rapidamente, desde 2020, preocupando especialistas devido aos impactos sobre peixes nativos e sobre o ambiente como um todo.**\n\nEspécie originária do Indo-Pacífico, o peixe-leão (_Pterois volitans_) é um predador voraz, pois cada animal adulto pode se alimentar de até 20 pequenos peixes nativos em 30 minutos, o que**impacta a biodiversidade brasileira**. Além disso, possui 18 espinhos venenosos, ausência de predadores naturais no Brasil e apresenta elevada capacidade reprodutiva (cada fêmea pode ter mais de dois milhões de ovos por ano), **tornando seu controle um enorme desafio para a sociedade brasileira.**\n\nRecentemente, o arquipélago de Fernando de Noronha registrou a captura do maior peixe-leão já documentado no mundo, com cerca de 49 centímetros, reforçando o alerta sobre o avanço da invasão biológica. O problema também já atinge áreas protegidas do Ceará, incluindo o **Parque Nacional de Jericoacoara, onde pesquisadores do Labomar/UFC vêm monitorando a presença da espécie desde 2022.**\n\nAs missões de combate ao peixe-leão serão lideradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com participação do Labomar/UFC, por meio de pesquisadores e estudantes vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais (PPGCMT). O ICMBio é o órgão responsável pela gestão dos parques federais e pelo controle das espécies exóticas invasoras.\n\nO objetivo é o **controle populacional da espécie invasora, a geração de dados científicos para pesquisa e monitoramento, desenvolvimento de teses de doutorado, além da capacitação de diferentes públicos envolvidos com a conservação costeira e marinha**. A equipe atuará em atividades de mergulho autônomo, monitoramento e captura do peixe-leão, além de ações de educação ambiental e capacitação técnico-científica junto às comunidades locais e instituições parceiras.\n\n**Na expedição de Fernando de Noronha, de 18 a 22 de maio,** participarão a doutoranda Maria Luiza Gallina (PPGCMT) e o professor Marcelo Soares (Labomar). Segundo Gallina, \"a expedição em Fernando de Noronha é uma oportunidade estratégica para avançar na discussão sobre o consumo do peixe-leão como ferramenta de manejo. Transformar o invasor em recurso alimentar é uma das abordagens discutidas internacionalmente, e eventos como este são fundamentais para avaliar a viabilidade dessa estratégia em diferentes contextos\", afirmou a doutoranda.\n\nA programação na ilha contará com seminários técnico-científicos reunindo pesquisadores, gestores ambientais, pescadores, mergulhadores e comunidades locais para discutir estratégias integradas de manejo e conservação marinha. As atividades das missões são financiadas pelo ICMBio, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e por recursos próprios da pós-graduação.\n\n**Já na missão em Jericoacoara, prevista para ocorrer de 14 a 24 de junho,** estão escalados o pesquisador Wilson Franklin Jr., a doutoranda Anne Gurgel e os professores Marcelo Soares e Tommaso Giarrizzo, do Labomar/UFC. Segundo Giarrizzo, “a expedição em Jericoacoara faz parte das atividades previstas no acordo de cooperação técnica entre a UFC e o ICMBio, sendo uma ação estratégica para monitorar o tamanho da população do peixe-leão nesta importante unidade de conservação federal e subsidiar ações de controle, manejo e educação ambiental. O Parque Nacional de Jericoacoara é, atualmente, o terceiro parque nacional mais visitado do Brasil e, por isso, é necessário acompanhar todos os estressores ambientais, incluindo espécies invasoras, que possam comprometer a integridade ecológica da unidade de conservação, além de afetar o turismo e a economia local”, afirmou o professor do Labomar/UFC.\n\nFonte: _Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha (Mares) do Labomar/UFC - fone: (85) 3366.7010_",
"title": "Labomar participa de missões de combate ao peixe-leão em Fernando de Noronha e Jericoacoara"
}