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  "textContent": "\nO avanço da inteligência artificial está redesenhando as expectativas das empresas e a remuneração no mercado de trabalho global. Segundo o relatório 2026 Global AI Jobs Barometer, da PwC, que analisou mais de 1 bilhão de anúncios de emprego em 27 países, as habilidades exigidas em cargos expostos à tecnologia mudaram 66% mais rápido do que no ano anterior. O domínio dessas ferramentas também se tornou um diferencial financeiro, e profissionais com competências em IA recebem, em média, salários 62% superiores aos demais trabalhadores. A pesquisa ainda aponta que a tecnologia não está apenas automatizando tarefas, mas gerando um ganho de produtividade 40% maior nas empresas mais expostas à IA. Nessas organizações, o crescimento do quadro de funcionários e dos salários também supera a média das companhias com menor adoção tecnológica. Porém, essa transformação traz um desafio estrutural importante: o desaparecimento da curva tradicional de aprendizado para profissionais em início de carreira. \"Seniorização\" dos juniores Historicamente, profissionais juniores desenvolviam maturidade corporativa e julgamento crítico ao executar tarefas operacionais e repetitivas. Como a IA passou a absorver essas atividades, a \"escada\" tradicional de carreira está encurtando. O relatório levanta a questão de como as organizações formarão novos líderes se a base prática da aprendizagem está sendo automatizada. A resposta do mercado tem sido a antecipação de competências. Vagas de entrada em setores expostos à IA têm hoje sete vezes mais chances de exigir habilidades tradicionalmente associadas a profissionais experientes, como pensamento estratégico, liderança motivacional e gestão de partes interessadas. Esse fenômeno, chamado de \"seniorização\", reflete uma mudança nas funções de nível inicial: as posições de entrada que exigem tais competências cresceram 35% desde 2019, enquanto as vagas juniores convencionais registraram queda. Caminho para o desenvolvimento de talentos Para responder ao fim do modelo de aprendizagem lenta, o relatório sugere que as empresas reinventem seus programas de integração e mentoria. Em vez de focar apenas na execução técnica, o treinamento inicial deve acelerar o desenvolvimento de competências humanas intensivas. De acordo com o estudo, novas tarefas adicionadas aos cargos expostos à IA têm 2,5 vezes mais probabilidade de depender de empatia, criatividade e julgamento do que funções menos tecnológicas. Essa mudança cria um mercado de trabalho de duas vias: as ocupações \"profissionalizadas\" pela IA, nas quais a tecnologia executa o trabalho básico e libera o humano para tarefas de alta especialização, crescem duas vezes mais rápido do que as funções \"democratizadas\", onde a IA assume a complexidade do trabalho. A pesquisa conclui que, para os profissionais, a sobrevivência no mercado depende de aprender a comandar a IA como uma ferramenta parceira e desenvolver rapidamente as habilidades de liderança que o algoritmo não consegue replicar. *Com supervisão de Rennan Julio Mais Lidas",
  "title": "Profissionais com competências ligadas à IA recebem salários 62% superiores aos demais"
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