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  "textContent": "\nEm 2024, o governo federal começou a implementar no Brasil um novo sistema de notificação de emergências, para complementar os usuais SMS, TV por Assinatura, Whatsapp, Telegram e Google Public Alerts. + \"Não me chamaram pra festa\": usuários brincam nas redes por não terem recebido mensagem de \"misantropia\" em alerta da Defesa Civil + Conheça Ernest, robô da Nasa projetado para ser mais independente, rápido e resistente + Vozinha, Tim Payne, Eloy Room: Como a Copa do Mundo está transformando jogadores desconhecidos em celebridades A funcionalidade, denominada Defesa Civil Alerta (DCA), utiliza a tecnologia de transmissão via telefonia celular para enviar mensagens de texto, estilo pop-up, na tela de todos os aparelhos compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) conectados às redes móveis 4G e 5G e localizados nas regiões com risco de desastres naturais ou outras situações emergenciais. Há dois tipos de alertas: severo e extremo. Como explica o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o primeiro “indica a necessidade de ações preventivas, como em casos de chuvas fortes com riscos de deslizamentos ou alagamentos, por exemplo”. Neste caso, o celular emite um som de \"beep\" similar ao do SMS e que pode soar ou não no modo silencioso. O extremo, por sua vez, é o nível mais alto, com urgência imediata, e serve para situações de risco grave para a vida e a propriedade. Nele, a mensagem aciona um sinal sonoro no celular, semelhante a uma sirene, mesmo que o aparelho esteja no modo silencioso. Initial plugin text Enquanto no severo o usuário precisa acessar as configurações do aparelho para ativá-lo, no extremo a configuração já é ativada, sendo impossível fazer modificações. O conteúdo dos alertas é de responsabilidade da Defesas Civis de estados e municípios. Importante destacar que o DCA não depende de pacote de dados e funciona mesmo se o usuário estiver ou não conectado ao Wi-Fi. Alertas tiveram disparo não autorizado no final de semana Na noite de sexta-feira (19) e na madrugada de sábado (20), houve um acionamento indevido e não autorizado do sistema. Com isso, milhares de moradores de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e no Distrito Federal receberam em seus celulares alertas com os dizeres \"misantropia\" (termo que significa ódio à humanidade) e \"ataque alienígena\", entre outros. De acordo com levantamento técnico inicial do MIDR, as transmissões ocorreram entre 23h41 de sexta-feira e 1h23 de sábado, totalizando 10 disparos indevidos. Nove deles utilizaram a tecnologia cell broadcast, empregada pelo Defesa Civil Alerta, acionando o nível extremo. O décimo ocorreu por meio de mensagens de texto via SMS. A principal suspeita é de que um hacker usou as credenciais de acesso de dois agentes da Defesa Civil do Pará para emitir os alertas. Logo após o ocorrido, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) realizou o bloqueio de todos os acessos externos à Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP) e suspendeu as contas dos usuários envolvidos. Além disso, suspendeu o DCA. Em coletiva de imprensa, Wolnei Wolff, secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, disse que uma nova versão se encontra em desenvolvimento, visando melhorar a segurança. Ele também explicou que, por se tratar de um disparo não oficial, ainda não é possível calcular quantos aparelhos móveis receberam as mensagens nem identificar todas as localidades atingidas. Em nota, o MIDR informou que uma investigação está em curso no âmbito da Polícia Federal (PF), e que “todas as informações serão divulgadas oportunamente\". Mais Lidas",
  "title": "Misantropia: como funciona o sistema de alerta da Defesa Civil e o que se sabe até agora sobre o caso"
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