{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreigpewepr5fof5utpf4yi43an7onshdykyx7lzn6w2haxlwxgcxmru",
"uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3motcuvc5oms2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreigu3d7hqsyqdz575fpclhzn2deoxgdj7l5ib7agujcv3g67saxjre"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 204610
},
"path": "/ciencia-e-saude/noticia/2026/06/estudo-de-yale-revela-que-envelhecer-tambem-pode-envolver-melhora-fisica-e-cognitiva.ghtml",
"publishedAt": "2026-06-21T20:24:11.000Z",
"site": "https://epocanegocios.globo.com",
"tags": [
"epocanegocios"
],
"textContent": "\nEnvelhecer costuma ser associado à perda progressiva de memória, força e autonomia. Mas um novo estudo da Universidade Yale, em New Haven, Connecticut (EUA), desafia essa ideia. Segundo a pesquisa, quase metade dos adultos com 65 anos ou mais analisados apresentou melhora em funções cognitivas, físicas ou nas duas áreas ao longo do tempo. O levantamento acompanhou mais de 11 mil participantes por até 12 anos, usando dados do Estudo de Saúde e Aposentadoria, conduzida pelo Centro de Pesquisa de Levantamentos do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Para avaliar a parte cognitiva, os pesquisadores observaram indicadores globais de desempenho mental. Já a capacidade física foi medida pela velocidade de caminhada, considerada um marcador importante de saúde na geriatria. Os resultados mostram que 45,15% dos participantes melhoraram em pelo menos uma das áreas avaliadas. Cerca de 32% apresentaram avanço cognitivo, enquanto 28% tiveram melhora física. Para os autores, os dados ajudam a questionar a ideia de que envelhecer significa, necessariamente, entrar em um processo contínuo de declínio. Um dos pontos centrais do estudo está na forma como as pessoas enxergam a própria velhice, segundo o ScienceDaily. Os pesquisadores identificaram que adultos mais velhos com crenças positivas sobre o envelhecimento tinham maior probabilidade de apresentar melhora cognitiva e física, mesmo após ajustes para fatores como idade, sexo, escolaridade, doenças crônicas e depressão. “Nossos resultados sugerem que muitas vezes existe uma capacidade de reserva para melhorias na terceira idade”, disse Becca R. Levy, principal autora do estudo e professora de ciências sociais e comportamentais na Escola de Saúde Pública de Yale. A pesquisadora Becca R. Levy, de Yale Divulgação Isso não significa que basta “pensar positivo” para evitar os efeitos do envelhecimento. A leitura mostra que estereótipos negativos sobre a idade podem influenciar comportamentos, expectativas e até a forma como as pessoas cuidam da própria saúde. Por outro lado, uma visão menos limitadora da velhice pode favorecer engajamento, autonomia e busca por atividades que preservem capacidades físicas e mentais. Combate ao etarismo O estudo também chama atenção para um problema social: a forma como a velhice é retratada. Se o envelhecimento é visto apenas como perda, pessoas mais velhas podem internalizar essa expectativa e reduzir suas próprias possibilidades de ação. Para os pesquisadores, combater o etarismo e ampliar políticas de prevenção, reabilitação e promoção de saúde pode ajudar mais idosos a manter, ou até recuperar, funções ao longo da vida. “Como as crenças sobre a idade são modificáveis, isso abre caminho para intervenções tanto no nível individual quanto no social”, diz a pesquisa. Mais Lidas",
"title": "Estudo de Yale revela que envelhecer também pode envolver melhora física e cognitiva"
}