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  "textContent": "\nComprar um iPhone usado deixou de ser apenas uma alternativa para economizar. Em um momento de alta nos preços de eletrônicos, pressão sobre cadeias de suprimento e avanços mais incrementais entre uma geração e outra de smartphones, aparelhos de segunda mão ou recondicionados podem ser uma escolha cada vez mais racional. Segundo a Wired, a possível alta nos preços de produtos da Apple, somada à escassez global de componentes de memória causada também pela demanda de data centers de inteligência artificial, deve tornar os lançamentos mais caros. Nesse cenário, manter um celular antigo por mais tempo ou comprar um modelo usado pode representar uma economia relevante para o consumidor. O impacto de uma eventual alta pode ser significativo. De acordo com reportagem do The Wall Street Journal, uma estimativa da consultoria TechInsights aponta que o iPhone 17 Pro de 256 GB pode ter reajuste de até 18,2%. Com isso, o preço inicial do modelo nos Estados Unidos subiria de US$ 1.099 para US$ 1.299. No Brasil, uma variação equivalente levaria o valor de entrada do aparelho de R$ 11.499, na Apple Store, para cerca de R$ 13.591 — um acréscimo aproximado de R$ 2.092. Tim Cook, ceo da Apple Getty Images Outro fator pesa a favor dos aparelhos usados: os iPhones recentes continuam potentes para a maioria das tarefas do dia a dia. Para quem usa o celular principalmente para mensagens, redes sociais, fotos, vídeos, aplicativos bancários e navegação, modelos lançados há alguns anos ainda entregam uma experiência suficiente, principalmente quando recebem atualizações de software e contam com bateria em bom estado. A própria Apple mantém suporte a uma lista ampla de aparelhos em versões recentes do iOS. Isso ajuda a prolongar a vida útil dos dispositivos e reduz a sensação de que um celular fica obsoleto rapidamente. Na prática, a distância entre comprar o modelo mais novo e optar por um iPhone de gerações anteriores pode ser menor do que o preço sugere. Mas há exceções. Quem escolhe um aparelho usado pode abrir mão de câmeras mais avançadas, recursos de inteligência artificial embarcada e telas ou processadores mais recentes. Ainda assim, para muitos usuários, esses diferenciais não justificam pagar mais caro por um lançamento. Análise necessária A recomendação é observar alguns cuidados antes da compra: verificar a saúde da bateria, o estado físico do aparelho, a procedência, a garantia oferecida e se o modelo ainda recebe atualizações. Quando esses pontos são atendidos, o iPhone usado passa a ocupar um espaço estratégico no mercado: o de produto premium com preço mais acessível e vida útil ainda longa. O movimento também tem apelo ambiental. Ao estender o uso de um smartphone por mais tempo, o consumidor reduz a necessidade de produção de novos aparelhos e o descarte de eletrônicos. Em vez de trocar de celular a cada ciclo de lançamento, a lógica passa a ser outra: comprar melhor, manter por mais tempo e atualizar só quando fizer sentido. Mais Lidas",
  "title": "Menos lançamentos, mais vida útil: por que comprar um iPhone usado faz mais sentido do que nunca"
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