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  "textContent": "\nNesta sexta-feira (19), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou a Operação Juro Zero, cujo objetivo é investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores do Distrito Federal. O PicPay é um dos alvos. A empresa foi fundada como uma fintech em 2012, no Espírito Santo, em Vitória, por Anderson Chamon, Dárcio Stehling e Diogo Brumas. A ideia era criar uma carteira digital que permitisse pagamentos e transferências pelo celular, algo ainda pouco difundido no Brasil à época. Em 2015, foi adquirida pelo grupo J&F, holding controlada pelos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, principais acionistas da JBS, uma das maiores empresas de processamento de carne e proteína animal do mundo. Cinco anos mais tarde, conseguiu licença do Banco Central para operar como instituição de pagamento e, em 2022, autorização para atuar como instituição financeira. Com sede em São Paulo, opera atualmente como um banco digital, e oferece vários produtos e serviços financeiros, como carteira digital, cartões de crédito, empréstimos, investimentos e seguros, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Seu CEO é Eduardo Chedid. Em janeiro deste ano, o PicPay estreou na Nasdaq, bolsa de valores dos Estados Unidos, em uma oferta pública inicial (IPO) que captou US$ 434 milhões (aproximadamente R$ 2,2 bilhões na cotação atual). Sede do PicPay Divulgação A operação o avaliou em cerca de US$ 2,5 bilhões (12,8 bilhões) e marcou a primeira listagem de uma companhia brasileira em mais de quatro anos. Mesmo após a abertura de capital, a família Batista manteve o controle do negócio por meio da J&F. Em comunicado divulgado no início de junho, o PicPay informou que encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 3,5 bilhões, crescimento de 70% na comparação anual. O lucro líquido ajustado somou R$ 169 milhões, alta de 92% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O lucro bruto (gross profit) totalizou R$ 1,1 bilhão, avanço de 44% ano a ano, e a margem financeira (NII) alcançou R$ 1,7 bilhão, crescimento de 76% no mesmo período. Investigação A operação deflagrada pelo MPDFT aponta que o banco digital teria feito descontos indevidos no contracheque dos servidores por meio do serviço de adiantamento salarial. Procurado, afirmou que \"não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas\" e que \"rejeita a alegação da cobrança indevida\". Nota do PicPay \"O PicPay reafirma seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento. A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão. O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade. O PicPay mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios. A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.\" Mais Lidas",
  "title": "Quem é o dono do PicPay, banco digital investigado pelo Ministério Público"
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