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  "textContent": "\nA fabricante dos chocolates Mars, dona do chocolate M&M's, está investindo milhões de dólares para lançar uma versão de seus produtos sem corantes artificiais, mas encontrou um obstáculo inesperado: a tradicional cor azul. A nova linha, prevista para chegar ao mercado americano em agosto, será vendida sem os tradicionais M&M's azuis e marrons, cores que a companhia ainda não conseguiu reproduzir de forma eficiente utilizando ingredientes naturais. A mudança ocorre em meio à crescente pressão de autoridades de saúde dos Estados Unidos e do movimento \"Make America Healthy Again\" (Faça a América Saudável de Novo, em tradução livre), liderado pelo secretário de Saúde americano, Robert F. Kennedy Jr., que tem defendido a remoção de corantes artificiais dos alimentos. A Mars, dona da marca M&M's, conseguiu substituir com sucesso os corantes artificiais responsáveis pelas versões vermelha, amarela, laranja e verde dos chocolates. Já a cor azul se tornou um desafio técnico complexo. Para reproduzi-la, a empresa optou por utilizar espirulina, uma microalga frequentemente promovida como superalimento. O problema é que o ingrediente exige uma quantidade muito maior de pigmento para atingir um tom semelhante ao original e ainda provoca dificuldades na produção em larga escala. Segundo a companhia, a espirulina pode gerar espuma durante o processo de fabricação, entupir equipamentos e deixar resíduos nas tubulações das fábricas, aumentando os custos de limpeza e manutenção. Como consequência, a Mars precisará modernizar mais de 300 máquinas em suas unidades produtivas para adaptar a operação ao novo ingrediente. \"Foi a tarefa mais difícil da minha carreira\", afirmou Claire Hewitt, executiva responsável pelo projeto de cores naturais da empresa, ao The Wall Street Journal. A dificuldade ajuda a explicar por que a cor azul é considerada uma espécie de \"Santo Graal\" da indústria alimentícia. Diferentemente de tons como vermelho ou amarelo, poucas plantas e minerais produzem pigmentos naturalmente azuis. Empresas do setor vêm pesquisando alternativas há anos, testando de flores asiáticas a frutas encontradas na América Latina. Lançado em 1941, o M&M's azul só passou a integrar oficialmente a linha da marca em 1995, após uma votação popular que reuniu mais de 10 milhões de consumidores. Na época, a cor substituiu o antigo M&M's bege e chegou a ser celebrada com uma iluminação especial do Empire State Building, em Nova York. Apesar dos desafios, a Mars afirma que consumidores não identificaram diferenças de sabor entre os produtos feitos com corantes naturais e artificiais durante os testes realizados pela empresa. A versão sem corantes artificiais será comercializada inicialmente apenas pela Amazon nos Estados Unidos. Já os M&M's tradicionais continuarão sendo vendidos normalmente. A expectativa da companhia é conseguir reproduzir todas as seis cores clássicas utilizando ingredientes naturais até 2028. Mais Lidas Siga a Epoca Negócios:",
  "title": "M&M's sem corantes artificiais? Mars enfrenta desafio milionário para recriar clássico azul"
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