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  "textContent": "\nA inteligência artificial se tornou um dos principais instrumentos de poder dos Estados Unidos no cenário global. Essa é a avaliação da revista britânica The Economist, que dedica sua nova edição à crescente influência americana sobre os modelos mais avançados de IA e à forma como essa posição pode redesenhar as relações internacionais. Em editorial, a publicação argumenta que o governo americano passou a ocupar uma posição inédita: além de abrigar as empresas responsáveis pelos modelos de inteligência artificial mais avançados do mundo, também concentra a maior parte da infraestrutura computacional necessária para desenvolvê-los e operá-los. Para a revista, essa nova realidade ficou evidente após a decisão do governo Donald Trump de ordenar que a Anthropic restringisse temporariamente o acesso internacional aos seus modelos Fable e Mythos, considerados entre os mais avançados da empresa. O episódio demonstrou que Washington tem capacidade para interferir diretamente na disponibilidade global da tecnologia. “Em um instante, todos aprenderam que o governo americano pode decidir quem pode usar a tecnologia mais importante do mundo”, afirma a publicação. A Economist compara o momento atual a outros períodos da história em que os Estados Unidos exerceram controle sobre tecnologias estratégicas, como armamentos nucleares, criptografia e equipamentos militares avançados. A diferença, segundo a análise, é que a IA combina potencial econômico, militar e de segurança nacional em uma única plataforma tecnológica. A revista avalia que o mundo pode caminhar para uma espécie de hierarquia de acesso à inteligência artificial. Nesse cenário, os modelos mais avançados permaneceriam restritos aos Estados Unidos, versões ligeiramente inferiores seriam disponibilizadas a aliados estratégicos e sistemas mais limitados seriam oferecidos ao restante do mercado global. O texto também faz um alerta para a Europa e outras economias desenvolvidas. Embora países como Holanda e Taiwan mantenham posições relevantes em áreas como semicondutores e fabricação de chips, a publicação argumenta que a liderança americana em computação, modelos de IA e investimentos continua crescendo. Segundo a Economist, a resposta não deveria ser o protecionismo, mas o fortalecimento de ecossistemas locais de inteligência artificial, com mais infraestrutura energética, data centers e condições favoráveis para o desenvolvimento de modelos próprios. A publicação também fala sobre como a IA pode se tornar uma ferramenta de influência ainda mais poderosa do que comércio, moeda ou alianças militares. Mais Lidas",
  "title": "Capa da The Economist alerta para concentração de poder dos EUA na era da IA"
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