DocuSign é a marca mais usada em golpes de phishing no Brasil, aponta estudo
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June 17, 2026
A DocuSign se tornou, em 2026, a marca mais explorada em campanhas de phishing no Brasil, segundo levantamento da ESET. A empresa de segurança digital identificou ao menos três sites falsos que reproduzem a identidade visual da plataforma de assinatura eletrônica para iniciar, de forma automática, o download de arquivos maliciosos com extensão .vbs nos computadores das vítimas. As páginas fraudulentas copiam logotipos, cores e a linguagem corporativa usada pela DocuSign original. Segundo a ESET, basta o usuário acessar o endereço falso para que o download comece — não é necessário clicar em nenhum botão ou link adicional dentro do site. Um dos casos mapeados pelos pesquisadores teve origem em um relato publicado no LinkedIn, em que um usuário descreveu ter recebido uma mensagem com link para uma página semelhante às identificadas pela empresa. Os endereços usados pelos criminosos também imitam o domínio oficial da DocuSign, na tentativa de parecer legítimos. "A popularidade de plataformas amplamente utilizadas no ambiente corporativo transforma essas marcas em ferramentas extremamente eficientes para campanhas de fraude. Os criminosos exploram justamente a confiança que o usuário deposita nesses serviços para reduzir a percepção de risco", afirma Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET no Brasil. Como o ataque funciona? Os arquivos .vbs baixados pelos sites falsos funcionam como downloaders: depois de executados, abrem caminho para a instalação de outras ameaças. Na análise da ESET, os scripts rodavam comandos via PowerShell, criavam mecanismos para se manter ativos no sistema infectado e tentavam se conectar a servidores externos para baixar cargas adicionais. No momento em que a ESET analisou as amostras, porém, os servidores responsáveis por hospedar essa carga final estavam fora do ar. Ramos afirma que campanhas desse tipo costumam distribuir malwares usados para roubo de credenciais, monitoramento de atividade e acesso remoto ao dispositivo da vítima. "No contexto corporativo, uma única infecção pode representar a porta de entrada para ataques mais amplos. Por isso, campanhas que exploram serviços populares e confiáveis continuam sendo altamente eficazes para criminosos", diz. Arquivos com extensão .vbs são usados legitimamente em tarefas administrativas do Windows, mas a mesma facilidade de execução e automação que os torna úteis também atrai criminosos — e a maioria dos usuários não associa esse formato a risco, segundo a ESET. O que fazer em caso de download? Caso o arquivo tenha sido baixado, a ESET recomenda não executá-lo e desconectar o dispositivo da internet e de redes locais, para impedir a comunicação com servidores externos. Se o arquivo já tiver sido aberto, a orientação é removê-lo e rodar uma varredura completa com uma solução de segurança. A empresa também recomenda monitorar contas usadas no dispositivo e trocar senhas consideradas críticas. Em ambientes corporativos, o ideal é avisar a equipe de TI ou segurança imediatamente. Para evitar cair no golpe, a ESET orienta verificar o endereço do remetente antes de abrir links recebidos por e-mail ou mensagem, especialmente em comunicações sobre assinaturas eletrônicas, contratos ou documentos urgentes — um gatilho comum nesse tipo de fraude. Quem tiver dúvida sobre a legitimidade de uma solicitação pode acessar diretamente o portal oficial da DocuSign para confirmar o documento, em vez de seguir o link recebido. Phishing com marcas conhecidas cresce no país A personificação de marcas populares — principalmente serviços de assinatura eletrônica e produtividade, usados no dia a dia das empresas — é uma das estratégias mais recorrentes do cibercrime hoje, segundo a ESET, justamente por explorar a confiança que esses serviços já têm entre os usuários. Um levantamento do CERT.br, citado pela ESET, identificou mais de 2.500 sites falsos ligados a campanhas de phishing e fraude digital no Brasil somente em 2026. "A engenharia social continua sendo uma das ferramentas mais eficientes do cibercrime porque explora comportamento humano e confiança digital. Por isso, conscientização e educação continuam sendo fundamentais para reduzir riscos", afirma Ramos. *Com supervisão de Rennan Julio Mais Lidas
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