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Databricks anuncia ferramentas para gerenciar agentes de IA e diz que a inteligência artificial geral já está entre nós

Home | Época Negócios [Unofficial] June 16, 2026
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Evento da Databricks no Moscone Center, em São Francisco, segue até quinta-feira Divulgação A intervenção do governo de Donald Trump na atuação das empresas de IA ganhou as manchetes no dia 2 de maio, quando o Pentágono disse que todos os lançamentos relacionados à tecnologia teriam que ser revisados pelas autoridades. Há três dias, o alcance da medida ficou claro quando o Pentágono pediu à Anthropic para suspender o lançamento dos modelos Mythos e Fable, por considerá-los uma "ameaça à segurança nacional" - argumento contestado pelo CEO Dario Almodei, que mesmo assim atendeu a solicitação. As relações entre governos e tecnologia também entraram na pauta da entrevista coletiva concedida hoje por Ali Ghodsi, CEO global da Databricks, durante o evento Data + AI Summit, que acontece de hoje a quinta no Moscone Center, em São Francisco. A Databricks, uma empresa de dados e IA que atende mais de 20 mil organizações em todo o mundo — incluindo 70% das empresas da Fortune 500 — tem entre seus paceiros AWS, Microsoft e Google, além da própria Anthropic. Ali Ghodsi, CEO global da Databricks, durante o evento Divulgação Questionado por Época NEGÓCIOS sobre como via as novas regras de Trump para as empresas, e seus efeitos sobre a parceira, o executivo começou de maneira suave, dizendo que hoje não há como evitar que os governos em geral se envolvam na maneira como a IA é utilizada. "Isso não é algo restrito aos EUA; é um tema relevante em toda parte. Soberania, privacidade de dados e segurança nacional são questões que ganharão grande destaque na agenda nos próximos anos", disse. A questão, segundo ele, é como as companhias devem lidar com isso. "Como podemos oferecer opções às empresas clientes quando isso acontecer? Como proporcionamos a elas meios de estabelecer mecanismos de proteção e controle? E como viabilizamos a diversidade, não apenas com soluções proprietárias, mas também com modelos open source?" Para ele, essa é a grande questão: o maior risco é a proibição do modelo aberto. "Se o open source desaparecer ou for proibido, todos esses milhões de pessoas que estão obtendo seus doutorados e realizando pesquisas sobre IA não conseguirão fazer seu trabalho. E as únicas pessoas capazes de examinar o funcionamento interno da IA ​​— para garantir que ela esteja realizando as tarefas corretas e operando da maneira adequada — serão aquelas poucas empresas que estão na vanguarda tecnológica", concluiu. Foi uma das poucas vezes em que Ghodsi fugiu do tema principal: os novos lançamentos da empresa, que haviam sido anunciados pela manhã, diante de uma plateia de mais de 6 mil pessoas. Em sua apresentação inicial, o CEO global fez questão de dizer que, para ele, a AGI, ou inteligência artificial geral, já está aqui. O executivo acredita que esse formato está disponível quando milhares de agentes trabalham em perfeita harmonia nos sistemas das empresas. O único problema é que pouquíssimas companhias chegaram lá. "Para realmente poderem aproveitar todo o potencial da AGI, as companhias precisam resolver quatro questões: contexto, controle, escolha e custos", disse, para então apresentar os produtos da Databricks que, segundo ele, podem resolver todas essas questões. Em primeiro lugar, afirmou, as empresas precisam proporcionar contexto para os agentes, organizando todos os dados da corporação e fazendo com que eles realmente se conectem com a inteligência artificial. Depois, é preciso controlar como esses dados são usados, fazendo uma governança, para evitar desastres de cibersegurança ou reputação. "Para poder escolher os dados que quer usar a qualquer momento, é preciso evitar que os sistemas antigos da empresa tentem bloqueá-los. E, por fim, para que a empresa tenha condição de fazer tudo isso de maneira sustentável, os custos precisam ser reduzidos". A ferramenta sugerida por ele para fazer toda essa coordenação e controle dos agentes é o Genie One, disponível a partir de hoje, que seria capaz de reduzir o custo dos tokens e resolver os problemas rapidamente, preservando a qualidade dos dados. Junto com ele trabalha o Genie Ontology, uma rede de conhecimento que integra e organiza todas as informações da empresa, incluindo dados, documentos, aplicações, conteúdos e expertise das equipes, para compreender a empresa de forma completa. Uma só camada de dados Outro lançamento de destaque foi o LTAP, uma nova arquitetura de processamento que elimina réplicas de dados dentro dos sistemas da empresa, agilizando processos e reduzindo custos. Segundo a Databricks, trata-se da primeira plataforma desse tipo no mundo, capaz de criar uma única camada de armazenamento para todos os dados operacionais, analíticos e de streaming. "Durante décadas, a infraestrutura complexa de dados foi um custo inevitável para as equipes", afirmou Ali Ghodsi. "Os agentes chegaram para resolver esse problema, mas eles não funcionam dentro das antigas infraestruturas das empresas". O LTAP, diz o executivo, resolveria esse problema, tornando possível a grandes e médias companhias fazer o uso completo de tudo que a inteligência artificial tem a oferecer. Resta conferir qual é exatamente o retorno que isso proporciona. Menos impactante, mas potencialmente útil para os departamentos de marketing das empresas, é o lançamento do CustomerLake, uma "força de trabalho composta por agentes de IA que analisam continuamente o comportamento dos clientes". Além da avaliação, esses agentes tomam decisões e executam ações, entregando experiências personalizadas em até um bilhão de interações por dia, segundo a empresa.

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