{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiexdubk5a74zvhpzm2hwyqmdgqldtudzubsfzpkowceeieatafvxm",
    "uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3moem6g7xonj2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreibj5t7aexy3ri5mfndpptlxy3pisynruf7oylz6kgudxaslwbctxm"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 311493
  },
  "path": "/mundo/noticia/2026/06/cabo-verde-que-arrancou-empate-historico-contra-a-espanha-na-copa-quer-se-tornar-um-hub-global-de-tecnologia-na-africa.ghtml",
  "publishedAt": "2026-06-15T19:28:03.000Z",
  "site": "https://epocanegocios.globo.com",
  "tags": [
    "epocanegocios"
  ],
  "textContent": "\nEnquanto surpreendia o mundo do futebol ao arrancar um empate histórico contra a Espanha em sua estreia na Copa do Mundo de 2026, Cabo Verde também tenta ganhar relevância em outra disputa global: a da economia digital. O pequeno arquipélago africano, formado por dez ilhas e com cerca de 600 mil habitantes, vem apostando em tecnologia, inovação e conectividade para se posicionar como uma ponte entre África, Europa e Américas. A transformação digital foi colocada no centro da estratégia de desenvolvimento do governo. A meta oficial é digitalizar cerca de 60% dos serviços públicos até 2026 e ultrapassar 80% até 2030. O objetivo é reduzir burocracias, atrair empresas internacionais e criar um ambiente mais favorável para negócios digitais. Um dos principais símbolos dessa aposta é o TechPark CV, complexo tecnológico apoiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento. O parque oferece infraestrutura para startups, programas de capacitação, espaços de inovação e iniciativas voltadas para empreendedores digitais. Além dele, programas como Cabo Verde Digital e StartUp Jovem buscam estimular novos negócios de tecnologia e atrair investimentos internacionais. TechPark CV, hub de tecnologia em Cabo Verde Divulgação Diferentemente de muitos países africanos, Cabo Verde aposta na localização geográfica como ativo estratégico. O arquipélago recebeu investimentos em cabos submarinos e infraestrutura de fibra óptica para se tornar uma espécie de entroncamento digital entre três continentes. A estratégia é aproveitar sua posição no Atlântico para servir como ponto de conexão de dados entre África, Europa e Américas. Fintechs e remessas Outra frente importante é o setor financeiro. Por causa da enorme diáspora cabo-verdiana espalhada pelo mundo, remessas internacionais representam uma parcela relevante da economia local. Isso abriu espaço para soluções digitais de pagamentos, transferências e inclusão financeira. Além disso, em 2025 Cabo Verde e a Nigéria lançaram o chamado Digital Africa Corridor, iniciativa voltada para fortalecer inovação, inteligência artificial e formação de talentos digitais no continente. Um dos programas prevê o treinamento de mais de 500 estudantes em programação e IA, além da capacitação de professores e desenvolvimento de projetos tecnológicos locais. Reconhecimento global E talvez o maior sinal de reconhecimento internacional tenha vindo em março deste ano, quando o Web Summit anunciou que sua primeira edição no continente africano será realizada em Cabo Verde. A decisão surpreendeu parte do mercado, que esperava cidades localizadas em países africanos maiores, como Nigéria, Quênia ou África do Sul. Para o governo cabo-verdiano, a escolha funciona como uma chancela à estratégia de posicionar o país como porta de entrada para negócios de tecnologia na África. O evento se chamará Web Summit Spotlight e acontecerá em dezembro deste ano. Mais Lidas",
  "title": "Cabo Verde, que arrancou empate histórico contra a Espanha na Copa, quer se tornar um hub global de tecnologia na África"
}