Reino Unido vai proibir redes sociais para menores de 16 anos, diz jornal
Home | Época Negócios [Unofficial]
June 14, 2026
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vai proibir menores de 16 anos de usar os principais aplicativos de redes sociais, como TikTok, Instagram e X, em restrições abrangentes descritas como "Austrália Plus", segundo informações do The Guardian. Adolescentes serão banidos de todas as principais plataformas de redes sociais, e produtos online que não forem abrangidos pela proibição – como aplicativos de jogos – enfrentarão novas restrições, como a remoção da opção de conversar com estranhos. Também haverá restrições para adolescentes mais velhos, até 18 anos, que os impedirão de "rolar a tela" tarde da noite – após as 20h30. Fontes do governo disseram que proteger os adolescentes de conteúdo viciante prejudicial, como a rolagem infinita, bem como do contato com estranhos, foram os principais motivos para as medidas rigorosas. Menores de 18 anos também serão proibidos de acessar chatbots de inteligência artificial com conteúdo romântico ou sexual. “Não há meias medidas aqui”, disse uma fonte do governo. O governo pode precisar legislar para reforçar a proibição e ter flexibilidade para se adaptar às novas tecnologias, embora a Lei de Bem-Estar Infantil e Escolas do Reino Unido já conceda alguns poderes aos ministros. Exemplo da Austrália Na Austrália, que já está aplicando uma proibição, menores de 16 anos estão proibidos de acessar 10 plataformas principais: TikTok, YouTube, Instagram, Reddit, Facebook, X, Threads, Snapchat, Twitch e Kick. Fontes do governo do Reino Unido indicaram que as proibições nas principais plataformas se aplicariam a uma gama semelhante de aplicativos. No domingo (14), o governo britânico afirmou que 9 em cada 10 pais apoiaram a idade mínima de 16 anos para acessar os aplicativos, em respostas fornecidas à sua consulta “Crescendo no mundo online”. Quase 9 em cada 10 (88%) disseram que menos crianças seriam expostas a conteúdo inadequado ou prejudicial. Quase dois terços dos jovens que responderam disseram que restringir os recursos de alto risco os tornaria mais seguros online. A secretária de Cultura, Lisa Nandy, afirmou que as restrições às redes sociais não seriam a "solução definitiva", mas que protegeriam melhor os jovens. "Não quero me antecipar ao anúncio do primeiro-ministro. Mas, quando lançamos a consulta pública, a questão era como proteger melhor os jovens online, e não se deveríamos fazê-lo", disse ela. "E uma das coisas que a proibição das redes sociais faz, e que já se comprovou na Austrália, é que – embora não impeça todos os jovens de acessarem a internet e os aplicativos de redes sociais – ela impede que crianças de 8, 9, 10, 11 anos de idade acessem sites de redes sociais porque todos os seus amigos estão lá, numa idade em que, francamente, elas não estão emocionalmente preparadas para lidar com isso." Nandy acrescentou: "Não acho que proibir as redes sociais por si só seja a solução definitiva, mas acredito que a Austrália demonstrou claramente que elas têm um papel importante a desempenhar." Mais Lidas
Discussion in the ATmosphere