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Conheça as marcas mais valiosas do Brasil, segundo a Brand Finance

Home | Época Negócios [Unofficial] June 11, 2026
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Acontece nesta sexta-feira (12) a cerimônia de premiação das empresas vencedoras do ranking anual Brand Finance 100 - Marcas Mais Valiosas e Fortes do Brasil. Em 2026, o valor total das 100 marcas mais valiosas do país subiu 14% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 90,2 bilhões. Trata-se de um aumento de US$ 10,8 bilhões em valor – um feito notável em um cenário marcado por guerras, tarifaço e instabilidade econômica global. Os dados são da Brand Finance Brasil, consultoria de avaliação de marcas credenciada pelo Institute of Chartered Accountants, da Inglaterra e do País de Gales. O estudo, publicado com exclusividade por Época NEGÓCIOS, é dividido em quatro grandes categorias: Marcas Mais Valiosas, Marcas Mais Fortes, Marcas Que Mais Cresceram em Valor e Marcas Que Mais Cresceram em Força. A primeira mede o valor financeiro da marca, a partir de um cruzamento entre pesquisa de mercado e análise financeira do negócio, feito pela consultoria; a segunda classifica a empresa de acordo com o Índice de Força da Marca (Brand Strength Index, ou BSI), numa escala de 0 a 100; a terceira e a quarta mensuram a variação de um ano para o outro nas duas primeiras categorias. O cálculo do valor da marca baseia-se no chamado método do custo de royalties, uma abordagem utilizada internacionalmente para avaliar ativos intangíveis – a ideia é estimar quanto uma empresa pagaria para licenciar a marca. Já a força da marca é um indicador que mede a capacidade de influenciar escolhas, gerar preferência e sustentar resultados ao longo do tempo. Entram nesse cálculo investimento em marketing, percepção dos stakeholders (dados como reputação e fidelidade) e performance do negócio. Marcas mais fortes tendem a gerar maior lealdade. “Em um cenário de grande volatilidade global, as vencedoras mostraram que gestão consistente é um fator de resiliência econômica”, diz Eduardo Chaves, sócio-diretor da Brand Finance Brasil. Por trás dos números, o relatório aponta três fatores que explicam as ganhadoras deste ano: a combinação de escala com transformação digital, a capacidade de construir confiança com o consumidor e a consistência entre o que a empresa promete e o que efetivamente entrega. “O próximo ciclo competitivo das marcas brasileiras será definido pela competência para sustentar a fidelidade do público, mesmo quando o mercado pressiona”, afirma Chaves. Em primeiro lugar no ranking das mais valiosas está o Itaú, com uma avaliação de US$ 9,9 bilhões. Outro destaque da edição de 2026 é a Porto, que conquistou o posto de marca mais forte do país, batendo o campeão anterior, Nubank – que caiu para o segundo lugar. As marcas que mais subiram no ranking têm décadas de história: a Antarctica foi a que mais cresceu em Valor, 126% no total, enquanto a Pilão deu o maior salto no quesito Força, com 78%. As mais valiosas Sergio Fajerman, do Itaú: “Posição no ranking reflete capacidade de ser um participante ativo das transformações do mercado financeiro” Divulgação Com uma alta de 15% sobre o ano anterior, o Itaú encabeça o ranking pelo décimo ano consecutivo, com uma diferença de quase US$ 5 bilhões para o segundo colocado. “Além do reconhecimento da força de uma marca centenária, essa posição reflete a capacidade do Itaú Unibanco de acompanhar as mudanças da sociedade e ser um participante ativo das principais transformações do mercado financeiro”, diz Sergio Fajerman, vice-presidente de Pessoas, Marketing e Comunicação Corporativa do banco. “Nos últimos 12 meses, um dos avanços mais relevantes foi o aprofundamento do foco em bem-estar financeiro. Temos trabalhado para tornar a relação das pessoas com o dinheiro mais aberta e presente, para que tenham mais controle e resiliência na hora de fazer o planejamento financeiro.” Na segunda posição, o Banco do Brasil foi avaliado em US$ 4,9 bilhões (queda de 4,4% em relação a 2025). “Mais do que um indicador de valor de marca, o ranking evidencia a força da conexão que o BB mantém com os brasileiros em diferentes momentos da vida”, diz a diretora de Marketing e Comunicação, Larissa Novais. O terceiro lugar foi ocupado pelo Bradesco, com US$ 4,7 bilhões (queda de 0,5%). O Nubank manteve a quarta posição de 2025, com US$ 4,2 bilhões, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. A Caixa fecha o top 5 com US$ 3,9 bilhões, crescimento de 5,3% na comparação com 2025. Segundo o presidente, Carlos Vieira, trata-se de uma confirmação de que o modelo do banco funciona. “A nossa vocação pública é um ativo competitivo. É ela que dá à marca legitimidade, presença e conhecimento profundo do Brasil real”, diz Vieira. “A posição no ranking mostra a força de um banco que combina escala, confiança, presença nacional e impacto na vida dos brasileiros.” As mais fortes Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto; Luiz Arruda, VP de Clientes e Marketing; e Oliver Haider, superintendente de marketing Divulgação Pulando da terceira para a primeira posição, a Porto superou o Nubank e tornou-se a marca mais forte do país em 2026, com uma pontuação de 96,9. Para Luiz Arruda, VP de Clientes e Marketing, a história dessa virada não começa no ano passado, mas em 2022, quando a empresa redesenhou sua arquitetura de marca com o lançamento das verticais Porto Bank, Porto Seguro, Porto Saúde e Porto Serviço. “O novo formato se tornou mais representativo da amplitude de nossos produtos. E a transformação foi validada agora por esse ranking”, diz Arruda. Com uma pontuação estável em relação ao ano anterior (95,18), o Nubank garantiu o segundo lugar entre as mais fortes. Com mais de 135 milhões de clientes na América Latina, dos quais 115 milhões são no Brasil, a fintech alcança mais de 60% da população adulta brasileira. “Quando existe coerência entre o que a marca comunica e o que ela entrega, a relação se fortalece naturalmente”, diz Juliana Roschel, vice-presidente de Marketing do Nubank. Entre as ações mais relevantes do ano, ela lembra a campanha “Faz Valer”, a abertura do Nu Cine Copan e a compra dos naming rights do ex-Allianz Park, atual Nubank Parque. A Sadia é a terceira no ranking de marcas mais fortes e a única representante do setor de alimentos entre as dez mais valiosas do país. “Os resultados se devem a uma construção de marca feita com consistência ao longo de décadas”, diz Luiz Franco, diretor de Marketing e Inovação da MBRF, proprietária da Sadia. “Esse reconhecimento mostra a capacidade da marca de continuar gerando valor para o negócio, combinando percepção de qualidade, foco em inovação e conexão com diferentes perfis de consumo.” As que cresceram mais Anna Paula Alves (à esq.), diretora de Categoria Cervejeira da Ambev, dona da Antarctica; Tina Cação, diretora de Vendas da JDE Peet’s, dona da Pilão Divulgação A maior surpresa desta edição não veio do sistema financeiro. A centenária Antarctica, fundada em 1885, registrou o maior crescimento em valor de marca do ranking, 125%. “A força do nosso portfólio está justamente na capacidade de reunir marcas que fazem parte da história e da cultura brasileira, cada uma com sua identidade e relevância próprias”, disse Anna Paula Alves, diretora de Categoria Cervejeira da Ambev, dona da Antarctica. “É essa combinação entre tradição, inovação e proximidade com o consumidor que mantém nossas marcas relevantes.” A Maguary, marca de sucos industrializados com mais de 70 anos de história, ficou em segundo lugar em crescimento de valor. “Não existe atalho para construção de valor de marca”, diz Thamara Santucci Mileski, head de Marketing e Comunicação Corporativa da empresa. “O que fizemos foi intensificar a coerência entre o que a marca propõe e o que o consumidor recebe em cada ponto de contato”, afirma a executiva. Dona do terceiro posto, a Riachuelo vê na premiação o resultado de uma transformação que começou em 2023, quando passou por uma revisão profunda de estratégia. “Esse movimento aconteceu de dentro para fora, apoiado por uma evolução cultural da empresa”, diz a CMO, Cathyelle Schroeder. Entre as que mais cresceram em força, o primeiro lugar ficou para a Pilão, que subiu 78,2% no BSI, saindo de 50 para 89,09 pontos. “Ao longo dos últimos 12 meses, a marca vem construindo um trabalho consistente a partir de uma estratégia integrada entre marketing e vendas, com um olhar afiado para o consumidor”, diz Tina Cação, diretora de Vendas da JDE Peet’s, dona da Pilão. “Também avançamos em inovação de portfólio, com o fortalecimento de linhas com maior valor agregado, como Pilão Cafeteria Cápsulas, incluindo o lançamento da linha Origens”, afirma a executiva. “Saímos de uma solução transacional, centrada no segmento de pedágio, para nos tornarmos uma plataforma completa de soluções para o carro”, diz Carlos Gazaffi, CEO da Sem Parar, a segunda marca que mais cresceu em força. Hoje a empresa tem 8 milhões de tags ativas, presença em 150 cidades e 30% da receita gerada por novos negócios. A Itambé, do grupo Lactalis, fecha o bloco com um crescimento de 45%, que o CEO, Paul Grasset, atribui à consistência de portfólio. Segundo o executivo, no mercado lácteo, a diferenciação passa por uma identidade bem brasileira, ancorada em Minas Gerais. “Queremos que os mineiros tenham orgulho de consumir Itambé, e que os consumidores de outros estados também desejem nossos produtos”, diz Grasset. Sustentabilidade como métrica Tatiana Ponce, CMO da Natura Divulgação Nas categorias dedicadas ao ESG, o destaque ficou com a Natura, campeã nos quesitos Ambiental e Social. “O reconhecimento é um reflexo direto do nosso modelo de negócios”, afirma Tatiana Ponce, CMO da empresa. “A conexão com a biodiversidade está embutida na nossa cadeia produtiva”, diz a executiva. Segundo Tatiana, a presença na COP30 e no Festival de Parintins reafirmou a Amazônia como eixo estratégico da Natura. Em governança, a liderança ficou com a Porto. Para Luiz Arruda, VP de Clientes e Marketing, o forte desempenho nesse quesito é uma extensão da cultura da empresa. A Porto declarou suas metas no programa Regenera: 50% de mulheres na liderança, 30% de mulheres negras em cargos de liderança e 40% de redução de emissões até 2030. Confira abaixo as 100 Mais Valiosas, as 100 mais fortes, as 20 que mais cresceram em valor de mercado e as 20 que mais cresceram em força. *em US$ milhões Época NEGÓCIOS *em US$ milhões Época NEGÓCIOS *em BSI (índice de força de marca) Época NEGÓCIOS *em BSI (índice de força de marca) Época NEGÓCIOS Época NEGÓCIOS Época NEGÓCIOS

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