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  "textContent": "\nBYD Getty Images Os Estados Unidos adicionaram a empresa chinesa de comércio eletrônico Alibaba, a montadora BYD e o mecanismo de busca Baidu a uma lista de companhias que, segundo Washington, ajudam o Exército da China. As informações são do The Guardian. A atualização, divulgada na segunda-feira (8), substitui uma lista publicada em 2025 e ocorre menos de um mês após o presidente norte-americano, Donald Trump, se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, em uma visita a Pequim, na qual os dois líderes mantiveram uma trégua na guerra comercial. A lista agora inclui uma ampla parcela das principais empresas de tecnologia da China, consideradas essenciais para o avanço das capacidades militares e industriais de Pequim, refletindo as preocupações de segurança dos EUA em meio à intensa competição geopolítica entre as duas potências. Em fevereiro, quando a viagem de Trump à China ainda estava sendo planejada, o Pentágono publicou brevemente uma versão da lista, conhecida como 1260H ou CMC, mas a retirou rapidamente do ar. A nova versão divulgada é praticamente idêntica à lista de fevereiro, com a exceção da inclusão das fabricantes chinesas de chips de memória CXMT e YMTC. A lista também inclui a companhia de biotecnologia WuXi AppTec, a empresa de robótica baseada em inteligência artificial RoboSense Technology Co Ltd e a Unitree, uma das principais fabricantes chinesas de robôs humanoides e quadrúpedes. Inclusive, neste mês, a Nvidia, fabricante americana de chips para IA, informou que planeja trabalhar com a Unitree no desenvolvimento de robôs para pesquisadores. O documento do Pentágono não apresentou evidências de que determinadas empresas tenham vínculos com as Forças Armadas chinesas. Para algumas delas, os EUA afirmam que a ligação militar decorre de relações com a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais do Conselho de Estado, órgão responsável pelas empresas estatais chinesas, e com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. Segundo o Pentágono, as empresas listadas “se qualificam para a designação de ‘empresas militares chinesas’” e operam nos Estados Unidos. O órgão acrescentou que elas podem solicitar sua remoção da relação. A atualização da lista é exigida pela legislação americana ao menos uma vez por ano. O presidente do comitê especial da Câmara dos Representantes dos EUA sobre a China, John Moolenaar, afirmou que a atualização da lista “é um alerta para as empresas americanas, para todos os níveis de governo e para o povo americano. Essas empresas chinesas estão trabalhando com os militares chineses contra nossos interesses nacionais”. A embaixada da China em Washington afirmou que Pequim se opõe à criação de “listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas” e ressaltou que suas companhias cumprem as leis e regulamentos locais. “Os EUA devem abandonar essa prática equivocada e criar um ambiente justo, equitativo e não discriminatório para as empresas chinesas”, disse um porta-voz da embaixada em comunicado. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou na terça-feira que se opõe “firmemente” às designações e que as alegações de ligação das empresas com o Exército chinês carecem de base factual. Embora a inclusão na lista não represente formalmente a imposição de sanções, uma lei recente dos Estados Unidos proibirá o Departamento de Defesa, a partir do fim deste mês, de contratar diretamente empresas que constem na relação. Além disso, a partir de 2027, o governo também ficará impedido de adquirir produtos ou serviços dessas companhias por meio de terceiros. O que dizem as empresas A Alibaba afirmou, em comunicado, que “não há fundamento” para sua inclusão na lista. “A Alibaba não é uma empresa militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão civil-militar. Tomaremos todas as medidas legais disponíveis contra tentativas de deturpar nossa empresa”, declarou. A Baidu rejeitou “categoricamente” sua inclusão na lista. “A sugestão de que a Baidu seja uma empresa militar é totalmente infundada. Não hesitaremos em utilizar todas as opções disponíveis para retirar a empresa da lista”, informou a empresa à Reuters. A BYD, maior vendedora de veículos elétricos do mundo, também afirmou à Reuters que se opõe firmemente a ser rotulada como empresa militar e que usará todos os \"meios administrativos e legais viáveis\" para salvaguardar seus direitos e interesses, acrescentando que a decisão prejudica \"suas conquistas de desenvolvimento nos Estados Unidos\". A WuXi AppTec respondeu que sua inclusão é “incorreta” e afirmou que tomará “medidas imediatas para contestar e corrigir essa designação equivocada”. BYD, CXMT, YMTC, RoboSense, Unitree, BOE Technology Group, Tianma Microelectronics e TP-Link Technologies não responderam imediatamente aos pedidos de comentário do The Guardian. Mais Lidas",
  "title": "Pentágono acusa BYD, Alibaba e Baidu de colaborar com o Exército chinês"
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