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Torcedores da Copa do Mundo preferem se hospedar no Canadá e México do que nos Estados Unidos; veja os números e entenda por quê

Home | Época Negócios [Unofficial] June 8, 2026
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Se a busca por hotéis nas cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2026 fosse um torneio, os Estados Unidos estariam perdendo feio. Levantamento da empresa de análise imobiliária e hoteleira CoStar aponta que as reservas no Canadá e no México, que também sediam o evento, estão superando as do país vizinho. Pelos dados, a canadense Vancouver e a mexicana Guadalajara têm as maiores taxas de ocupação, com 48% cada. Toronto (Canadá), Cidade do México (México) e Monterrey (México) têm mais de 40%. São Francisco é a única cidade americana com bom resultado, 44%. Especialistas do setor apontam uma combinação de fatores para explicar este cenário. Um dos principais é o custo da experiência para o torcedor nos Estados Unidos, onde transporte e acomodação são mais caros. Também entram na lista preocupações com vistos, passar pela alfândega e o clima político do país comandado por Donald Trump. Dave Guenther, presidente da Roadtrips, empresa de viagens esportivas de luxo, disse ao The Wall Street Journal que a demanda por pacotes de viagem para a Cidade do México tem sido alta, o que ele atribui em grande parte aos fãs latino-americanos que viajam para lá. Dados da plataforma de análise de dados AirDNA mostram que a procura por imóveis de curta duração no México também cresceu. Em 26 de maio, estava mais alta do que em outros mercados nas noites próximas aos jogos. A razão novamente é o preço. Enquanto em cidades americanas como Kansas City, Boston e Miami a diária custa em torno de US$ 300 (aproximadamente R$ 1,5 mil), nas mexicanas custam em torno de US$ 100 (R$ 520). “Esses lugares baratos e econômicos são os primeiros e os que mais rapidamente se esgotam”, destacou Bram Gallagher, diretor de economia e previsão da AirDNA, ao WSJ. Um pouco de otimismo A infraestrutura urbana também ajuda a explicar as diferenças. Em Toronto, no Canadá, por exemplo, o estádio BMO Field fica no centro da cidade, o que facilita o acesso. Além disso, as autoridades locais ampliaram o transporte público nos dias de jogos, mas mantiveram os preços nos níveis normais, abaixo de US$ 4 (R$ 21) por viagem. Já Nova York, nos Estados Unidos, cobrará US$ 98 (R$ 509) por uma passagem de trem de ida e volta de Manhattan até o MetLife Stadium, em Nova Jersey. Para as cidades americanas, a menor procura por hotéis representa um desafio diante dos investimentos realizados para sediar a competição. Governos locais e organizadores destinaram centenas de milhões de dólares para reforçar a segurança, modernizar instalações esportivas, ampliar sistemas de transporte e promover os destinos turísticos associados ao evento. Apesar do cenário abaixo das expectativas, parte do setor mantém o otimismo. Redes hoteleiras relataram ao WSJ que ainda aguardam um volume significativo de reservas de última hora. “Se analisarmos alguns padrões históricos de reservas, até 40% delas se concretizam entre 0 e 6 dias antes da partida”, finalizou Jim Risoleo, CEO do Host Hotels & Resorts, detentor de propriedades em 10 cidades da Copa do Mundo nos EUA. Mais Lidas

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