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  "textContent": "\nAcúmulo de material na mesa de trabalho provoca uma sensação de caos MaksRilsky/Pixabay Um kit de reparo de bicicleta é algo bastante útil — a menos que você não tenha uma bicicleta, nem pretenda comprar uma em breve. Esse tipo de item, que tem uma função, mas não para você, tem um nome: acúmulo compulsivo. Pode não parecer nada quando você começa a guardar coisas, mas a repetição do hábito pode ter consequências reais. Uma casa com pilhas de coisas por toda parte e objetos amontoados em cada canto gera “uma carga mental pesada, que leva a uma vida caótica”, diz Laura Wittmann, fundadora do orgjunkie.com e autora de \"Clutter Rehab\" (em tradução livre, Reabilitação do Acúmulo). “É muito provável que você esteja vivendo frustrado e estressado.” Independentemente do tamanho, diz, “sua casa deve ser um lugar onde você possa respirar e se sentir em paz, e qualquer um pode conseguir isso. É preciso apenas que sejamos honestos sobre todas as coisas que nos impedem de viver plenamente”, afirma Wittmann. O mesmo vale para o seu ambiente de trabalho: se você acumula caixas, agendas, canecas, canetas, pastas, calendários...isso pode estar prejudicando sua performance no trabalho. Além de passar uma impressão de desorganização e falta de prioridades. Em entrevista ao The Washington Post, Renee Green Tate, fundadora da Savvy Sloth Strategies, define como acúmulo tudo que você não está usando ativamente — e que não usa há algum tempo. “Você guarda as coisas”, diz ela, “pensando que uma determinada situação surgirá ou que as condições mudarão, justificando o uso do item novamente.” Em casa, podem ser móveis antigos ou suprimentos de emergência; no trabalho, podem ser carregadores ou brindes recebidos de fornecedores, por exemplo. Megan Barnhart, organizadora profissional e fundadora da Barnhart Home, afirma que o desejo de ser mais sustentável também pode levar à acumulação. “Por exemplo, guardar potes vazios ou canecas pode ser admirável”. Mas a consequência é que isso \"acaba criando bagunça e leva ao excesso e à desorganização em casa”. “O ambiente em que vivemos e trabalhamos tem um grande impacto em nosso estado mental”, diz Tate. “Quando os espaços parecem cheios, isso sobrecarrega e estimula demais o cérebro, dificultando o relaxamento e a concentração” Uma casa que se tornou o que Wittmann chama de “um depósito abarrotado de fantasmas do passado” não é propícia para uma existência feliz e produtiva. “Se seus pertences não estão servindo à sua vida atual, mas, ao contrário, estão te impedindo de progredir”, diz ela, “considere seriamente tomar essas decisões difíceis agora, em vez de depois”. A mesma coisa acontece com agendas e blocos antigos, repletos de anotações que não servem mais para nada. Ou até mesmo caixas de e-mail, com mensagens que você não apagou porque \"vai que precise\" para alguma coisa. Ryan Sultan, um psiquiatra de Nova York, descobriu em sua prática clínica que a dificuldade em se desfazer de coisas pode estar ligada a transtornos mentais. Acumular objetos, segundo ele, é um sintoma que pode indicar condições como ansiedade, depressão, TDAH, trauma e/ou transtorno obsessivo-compulsivo, e também pode ser um sinal de transtorno de acumulação, caracterizado pela dificuldade em se desfazer de pertences e angústia ao pensar em fazê-lo. Se você fez promessas vazias a si mesmo de que um dia se desfará disso, pare agora, diz Sultan. “Procure um profissional de saúde mental para avaliação e possível tratamento da condição subjacente que está tornando tão difícil se desapegar.” Estratégias de desapego 1. Defina o objetivo final “Antes de tocar em qualquer item”, diz Sultan, \"defina o objetivo, perguntando-se como você quer que sua vida seja, quem você está se tornando ou para o que você está tentando abrir espaço. Em seguida, olhe para o que você possui sob essa perspectiva. A pergunta que você deve se fazer não é “Eu gosto disso?” ou “Eu posso precisar disso algum dia?”. Deve ser “Isso está me ajudando a chegar aonde eu quero?”. Para a maioria dos itens, a resposta será não. 2. Faça as perguntas certas “Mudanças de mentalidade ajudarão você a superar os desafios que pode enfrentar ao se desfazer de coisas desnecessárias”, diz Tate. Ela orienta seus clientes a usar o que chama de “perguntas reflexivas”. Quantos usos possíveis poderiam ter ocorrido desde que você adquiriu este item? Quantos usos realmente ocorreram? Se não for você, quem poderia se beneficiar deste item? 3. Use a regra \"um entra, um sai\" Uma estratégia de organização que Barnhart considera útil é a regra \"um entra, um sai\". \"Por exemplo\", diz ela, \"se você optar por guardar uma garrafa de água térmica, precisa mandar a outra embora.\" 4. Separe uma caixa para o que vai embora Crie um ponto de descarte para incentivar a organização rotineira. \"Um ponto de descarte torna o processo mais simples\", diz Wittmann. \"Isso reduz muito a sensação de sobrecarga.\" 5. Faça uma lista com lugares que aceitam doações Esta funciona mais para quem vai doar coisas de casa, mas pode ser que haja algo no trabalho que possa servir a alguém, como aquela mochila que você ganhou no último evento, ou todas aquelas sacolinhas de pano que você pendurou no cabideiro. Veja o que pode servir para cada dentro de doações e separe um tempo para entrar em contato e combiniar dia e horário. 6. Jogue fora Se o tempo passou e você não doou, talvez esteja usando a caixa para adiar o momento do desapego. Então, talvez seja o momento de se livrar daqueles item o mais rápido possível. “O objetivo é se livrar do item. Não organizá-lo. Não separá-lo em caixas. Não guardá-lo para o destinatário perfeito de doação\", diz Sultan. \"Essas podem ser estratégias de procrastinação disfarçadas de produtividade. ogue fora. Siga em frente. A vida que você deseja está do outro lado da pilha.”",
  "title": "Como deixar de ser um acumulador compulsivo - em casa ou no trabalho"
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