Como vídeos da seleção brasileira ensinaram robô humanoide a marcar um “gol de letra”; veja imagens
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June 4, 2026
Com a Copa do Mundo de 2026 no horizonte, a Boston Dynamics resolveu levar o futebol para dentro do laboratório e transformou o esporte em treinamento para robôs humanoides. Initial plugin text Em parceria com a Hyundai, a empresa apresentou uma demonstração em que o Atlas, seu robô humanoide, aprende a jogar bola e executa um movimento conhecido como Rabona, uma espécie de “chute de letra” que combina uma finta com um chute cruzando uma perna atrás da outra. O experimento faz parte da campanha Next Starts Now e teve um objetivo que vai além do entretenimento: testar até onde um robô consegue desenvolver mobilidade, equilíbrio e coordenação corporal inspirados em atletas humanos. Primeiro gol de letra da história feito por um robô, segundo a companhia Divulgação Para ensinar o movimento ao Atlas, os engenheiros usaram um processo semelhante ao treinamento esportivo. Primeiro, jogadores humanos executaram os movimentos usando sistemas ópticos de captura corporal, gerando dados detalhados sobre deslocamento, postura e dinâmica do corpo. Parte dos movimentos exibidos no vídeo foi realizada pelo próprio pesquisador Roberto Shu, engenheiro sênior da Boston Dynamics. Além disso, a inteligência artificial do robô consumiu vídeos de algumas das melhores seleções da história, como a seleção brasileira tricampeã do mundo, comandada por Pelé, e imagens de jogadores como Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Outras seleções históricas, como os times de Lionel Messi e Maradona também foram usados para o treinamento da tecnologia. Depois disso, entrou em cena o aprendizado por reforço. Os dados humanos foram adaptados para a estrutura física do Atlas — que, apesar da aparência humanoide, possui articulações e mecânica diferentes das de uma pessoa. Em seguida, o robô passou por milhares de simulações paralelas rodando em GPUs na nuvem para descobrir como controlar motores, manter equilíbrio e reproduzir o gesto. Segundo a empresa, o equivalente a um ano inteiro de tentativa e erro no mundo físico foi comprimido em cerca de 24 horas de treinamento virtual. O resultado foi um Atlas capaz de caminhar até a bola, simular um chute para enganar o adversário e finalizar com um movimento de letra — algo considerado difícil até para jogadores humanos. Para a Boston Dynamics, o futebol funciona como um laboratório para desenvolver habilidades que depois podem migrar para aplicações industriais. A mesma coordenação corporal necessária para correr, equilibrar-se e acertar a bola pode ser usada futuramente em tarefas de manipulação em fábricas, centros logísticos e ambientes de trabalho. Mais Lidas
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