Diretor de Star Wars e Jurassic Park aposta na IA: “Vai ser melhor que CGI”
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May 30, 2026
A inteligência artificial ganhou um defensor de peso em Hollywood. O diretor britânico Gareth Edwards afirmou que a tecnologia tem potencial para se tornar tão revolucionária quanto a própria câmera e acredita que ela será “melhor que CGI” na produção de filmes. A declaração foi feita durante o evento AI on the Lot, organizado pela Amazon na Califórnia. Segundo Edwards, a IA generativa é especialmente útil nas etapas iniciais do processo criativo, ajudando cineastas a testar ideias, explorar possibilidades e descobrir qual filme desejam fazer antes do início efetivo das filmagens. Gareth Edwards, diretor britânico Getty Images O diretor comparou a tecnologia a um assistente extremamente poderoso, embora imprevisível. Em uma das analogias mais curiosas do evento, descreveu a IA como “um diretor bilionário sob efeito de ácido”, capaz de executar praticamente qualquer pedido, ainda que nem sempre da forma esperada. Edwards também destacou que a ferramenta não possui senso estético próprio. Para ele, a IA é eficiente na geração de alternativas e na aceleração do processo criativo, mas a visão artística continua dependendo dos seres humanos. As declarações foram reforçadas por Paul Schrader, veterano roteirista e diretor conhecido por trabalhos como Taxi Driver. Schrader acredita que o impacto mais profundo da IA no entretenimento não estará nos efeitos visuais, mas na criação de personagens totalmente artificiais capazes de despertar empatia e gerar retorno financeiro junto ao público. O cineasta foi além e sugeriu que figurantes poderão ser substituídos por versões geradas digitalmente, reduzindo custos de produção. “Podemos criá-los. E vamos criar”, afirmou durante o painel. Apesar do entusiasmo de parte da indústria, o uso de IA generativa no cinema continua cercado de controvérsias. Produções que recorreram à tecnologia para criar imagens e vídeos já enfrentaram críticas de especialistas e do público, principalmente por questões relacionadas à qualidade artística, direitos autorais e impacto sobre empregos criativos. Para Edwards, porém, ainda é cedo para prever o destino da tecnologia. “Não sabemos para onde isso vai. Quem disser que sabe exatamente o que vai acontecer nos próximos cinco anos está mentindo”, afirmou. Mais Lidas
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