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"textContent": "\nAs empresas brasileiras são as que mais relatam pressão para reter profissionais com habilidades ligadas à inteligência artificial, de acordo com a pesquisa ROI do Bem-Estar 2026, conduzida pelo Wellhub, plataforma de bem-estar corporativo. O levantamento, realizado online entre 6 e 26 de janeiro de 2026, ouviu 1.515 líderes de RH e benefícios corporativos em dez países - além de Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, México, Argentina, Espanha, Itália, Alemanha, Holanda e Irlanda. Ricardo Guerra, líder do Wellhub no Brasil, observou que a convergência entre pressão crescente por performance e deterioração da saúde mental deve se tornar um dos principais desafios corporativos dos próximos anos, especialmente em um cenário em que empresas dependem cada vez mais de talentos estratégicos para sustentar crescimento, adaptação tecnológica e resultados. Na avaliação dele, o estudo aponta três grupos de empresas brasileiras emergindo da inflexão atual. São elas: - As que se reinventam: em todo o mundo, 95% das empresas que medem retorno sobre programas de bem-estar obtêm ROI positivo e quase 25% relatam retorno acima de 100%, o equivalente a US$ 2 (aproximadamente R$ 10) de retorno para cada US$ 1 (R$ 5) investido. Essas companhias já trataram o capital humano como ativo de balanço, não como linha de despesa. Devem entrar em 2028 com vantagem competitiva mensurável em retenção, produtividade e custo. - As que ficam em uma zona cinzenta: empresas que reduziram estruturas em 2024 e 2025 impulsionadas pela automação, mas não investiram em sustentar os times remanescentes. Elas agora convivem com a chamada “culpa do sobrevivente”, o desgaste emocional e a sobrecarga silenciosa de quem permanece após grandes reestruturações. - As que ficarão para trás: organizações que continuam tratando saúde mental e bem-estar como benefícios periféricos, e não como infraestrutura para sustentar produtividade, retenção e adaptação em um ambiente cada vez mais pressionado pela IA. Elas correm o risco de perder justamente os profissionais mais críticos para sustentar inovação, crescimento e competitividade. \"O paradoxo da era da IA é que ela não está substituindo o fator humano, está sobrecarregando o indivíduo que permaneceu na empresa após as reestruturações motivadas pela automação”, avaliou Guerra. “Os próximos 24 meses vão decidir quais empresas brasileiras vão entrar em 2028 valendo mais do que valem hoje e quais vão descobrir que perderam, sem se dar conta, os profissionais que sustentavam o futuro delas.\" Dados do Brasil A pesquisa revela que o Brasil aparece acima da média global em praticamente todos os indicadores relacionados à pressão sobre talentos estratégicos, produtividade e saúde mental nas empresas. Segundo os resultados, 98% dos negócios do país afirmam que reter profissionais de alta performance será prioridade em 2026, dez pontos acima da média global de 88%. Outros dados são que 74% dos líderes de RH temem perder colaboradores com habilidades em IA, como automação de fluxos, engenharia de prompts e interpretação de resultados gerados por inteligência artificial, contra 62% do índice global, e 89% afirmam que questões relacionadas à saúde mental já elevam os custos organizacionais, ante 72% da média global. Noventa e oito por cento das companhias nacionais também dizem que programas de bem-estar aumentam a produtividade (91% global) e 92% que o bem-estar é fundamental para o sucesso financeiro. Além disso, 95% relatam redução de custos relacionados a benefícios de saúde após implementar programas estruturados. Por fim, o estudo demonstra que, no Brasil, 98% dos líderes de RH afirmam que essas iniciativas ajudam a reter talentos; 96% que sustentam produtividade e desempenho, e 98% que áreas financeiras exercem influência direta sobre decisões ligadas à força de trabalho e benefícios corporativos. \"Por mais que o futuro do trabalho seja cada vez mais tecnológico, as pessoas vão valer mais nessa era da IA, não menos”, avaliou Guerra. “A pressão por reter talentos estratégicos transformou o bem-estar em ativo de balanço. A empresa que entender isso primeiro vai capturar os melhores talentos e retê-los por mais tempo\". Mais Lidas",
"title": "Empresas relatam pressão para reter profissionais com habilidades ligadas à IA, mostra estudo"
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