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"publishedAt": "2026-05-26T15:42:11.000Z",
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"textContent": "\nA partir desta terça-feira (26), empresas brasileiras passam a ser fiscalizadas pelo cumprimento das novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que tornam obrigatória a identificação e o gerenciamento de riscos psicossociais no trabalho. No entanto, os dados indicam que o mercado ainda não se adaptou: 57,8% das organizações não têm o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) atualizado para incluir fatores como sobrecarga, assédio e metas inalcançáveis. É o que aponta o Mapa do RH & DP 2026, levantamento realizado com 401 profissionais de RH e departamento pessoal realizado pela HR Tech Sólides, uma das principais empresas de tecnologia em Gestão de Pessoas no país, em parceria com a Offerwise. A atualização da NR-1, instituída pela Portaria MTE nº 1.419/2024, obriga as empresas a incluir no PGR a avaliação de fatores organizacionais capazes de afetar a saúde mental dos trabalhadores, entre eles conflitos internos, condições de pressão e situações de assédio. Segundo o estudo da Sólides, apenas 42,2% dos respondentes afirmam ter o PGR já implementado com essa análise. Entre os demais, 27,3% possuem um PGR que não contempla a nova exigência, 22% estão com o programa em fase de elaboração e 8,5% não têm sequer um PGR formalizado. O estudo considerou diversos recortes para avaliar a adequação das organizações às novas exigências. No contexto do tamanho, 62,6% das pequenas empresas (com até 49 funcionários) não estão adequadas. Nas médias, de 50 a 499 funcionários, o índice é de 59%; e entre as grandes corporações, com 500 funcionários ou mais, 46,2% ainda não cumprem plenamente a nova exigência. No aspecto da distribuição geográfica, a região Norte concentra o maior percentual de empresas fora da conformidade: 75%. O Centro-Oeste aparece em seguida, com 65,8%, seguido por Sul (60,4%) e Sudeste (59,4%). O Nordeste registra o melhor índice entre as regiões, mas ainda tem 45,3% das empresas sem o PGR adaptado. As penalidades pelo descumprimento variam conforme o tipo de infração, o porte da empresa, a quantidade de trabalhadores expostos e a gravidade da situação. Estimativas de mercado levantadas pela Sólides indicam que irregularidades relacionadas ao PGR podem gerar multas entre R$ 1,8 mil e R$ 5,2 mil por infração, enquanto violações gerais da NR-1 podem chegar a R$ 6,7 mil de forma isolada — valor que tende a crescer em casos de reincidência ou múltiplas irregularidades. O estudo também aponta uma contradição entre discurso e prática nas empresas. Embora 89,9% dos respondentes afirmem que o RH deve priorizar a saúde mental dos colaboradores, apenas 25,4% das organizações oferecem acompanhamento psicológico como benefício. De acordo com Távira Magalhães, diretora de RH (CHRO) da Sólides, “A fiscalização agora demanda que as companhias transitem definitivamente da intenção para a prevenção. Integrar os riscos psicossociais ao PGR não deve ser encarado pelas empresas apenas como um esforço para evitar penalidades financeiras, mas como um movimento estratégico para proteger o ativo mais valioso dos negócios: as pessoas.” *Com supervisão de Rennan Julio Mais Lidas",
"title": "Maioria das empresas brasileiras não está preparada para exigências da NR-1, mostra levantamento"
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