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O mercado finalmente entendeu a necessidade de ter infraestrutura adequada para colocar IA na prática, diz diretor da Nvidia

Home | Época Negócios [Unofficial] May 21, 2026
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Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da Nvidia para América Latina Divulgação Com o aumento da capacidade da inteligência artificial, a demanda global por infraestrutura de IA cresceu e passou a ser o principal foco das empresas. Para Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da Nvidia para América Latina, as empresas chegaram a um novo estágio na adoção da tecnologia. “O mercado finalmente entendeu a necessidade de ter uma infraestrutura adequada para botar em prática agora as técnicas de IA, que até então eles estavam só sondando”, disse o executivo a Época NEGÓCIOS durante o Dell Technologies World, em Las Vegas, nos Estados Unidos. De acordo com Aguiar, o crescimento acelerado da IA generativa e a chegada da chamada IA agêntica (sistemas capazes de executar tarefas e operar de forma mais autônoma) e até a IA física (integração da inteligência artificial com o mundo físico) fizeram com que a discussão deixasse de ser conceitual e passasse a ser estrutural, sobre como escalar o negócio. “De uma hora para outra deu um salto exponencial nesta demanda computacional”, afirmou. Apesar da forte demanda, ele afirma que a Nvidia não está sofrendo com a escassez de chips. “Não tem escassez de chips para a gente. A matéria-prima é, obviamente, um problema global, mas não tem nenhum atraso do nosso lado. O que nós temos, na verdade, é uma demanda muito mais alta da capacidade de produção nossa, que também está todo vapor”, disse. Aguiar também afirmou que esse movimento não representa uma bolha tecnológica, mas uma mudança estrutural no modelo de computação. “Não tem bolha”, afirmou. Para ele, o que se vê são empresas percebendo que precisam entrar nesta era da inovação. “Não existe nenhum sinal de desaceleração.” Apesar do avanço da infraestrutura, Aguiar afirma que o principal desafio hoje está na formação de profissionais capazes de implementar e operar sistemas de inteligência artificial. “Hoje eu diria que o nosso maior 'concorrente' é a falta de pessoas qualificadas para tirar proveito de tudo que temos pronto para desenvolver”, afirmou. Segundo ele, a Nvidia tem ampliado o foco em educação e desenvolvimento de ecossistema. O desafio do Brasil Ao comentar o cenário brasileiro, Aguiar afirmou que o país possui potencial para ganhar relevância no setor, mas ainda enfrenta entraves ligados à formação profissional e mais investimentos, por exemplo. Aguiar afirma que países como Estados Unidos, China e Inglaterra estão investindo mais fortemente em inteligência artificial e utilizando seus ecossistemas para ganhar eficiência e liderança tecnológica, o que os coloca em posição de exportadores de tecnologia, e não apenas consumidores. Nesse cenário, ele defende que o Brasil precisa “virar a chave” para também se tornar um exportador de tecnologia. Segundo o executivo, o país tem talento em abundância, mas ainda perde profissionais e empresas por falta de infraestrutura adequada para que esse conhecimento seja aplicado. “O importante é que existem políticas que já foram desenhadas e estão sendo discutidas. Isso já coloca o país em um rumo mais certo. Agora tem que colocar em prática.” *A jornalista viajou a convite da Dell Mais Lidas

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