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  "textContent": "\nDiego Puerta, presidente da Dell Technologies Brasil Divulgação A adoção de ferramentas de inteligência artificial já deixou de ser o principal desafio dentro das empresas. A discussão agora está em uma transformação mais profunda, com o redesenho de processos, estruturas e operações. Essa é a avaliação de Diego Puerta, presidente da Dell Technologies Brasil. Segundo o executivo, não basta tratar a IA como uma ferramenta de produtividade individual, quando o impacto real depende de mudanças organizacionais mais amplas. \"Uma coisa é você usar Copilot, ChatGPT ou Claude para melhorar sua produtividade individual\", afirmou Puerta à Época NEGÓCIOS. \"Agora, quando você entra em uma empresa, como é que você redesenha processos? Não é todo mundo usando ChatGPT que vai tornar a empresa mais produtiva. Pode virar um caos.\" Para Puerta, a questão central é a forma como a IA é incorporada à estrutura da empresa. \"A pergunta não é 'Como melhoro meu processo com IA?', mas sim 'Como redesenho a empresa usando os benefícios da IA? Como elimino etapas?'\", afirmou. \"É uma transformação muito grande, com capacidade de alavancagem enorme, e a gente está apenas no começo desta jornada.\" Na avaliação do executivo, apesar do estágio inicial, ela já começa a redefinir a competitividade das empresas. “O impacto de ganho de produtividade está só começando”, diz ele. “O benefício que a IA vai trazer está só no começo.” Como o Brasil está na corrida da IA Ao falar sobre o cenário brasileiro, o executivo evitou generalizações. Segundo ele, o país reúne desde empresas altamente sofisticadas tecnologicamente até organizações com níveis menores de maturidade digital. “O Brasil é um país muito grande, complexo e com realidades distintas”, afirmou. “Temos empresas de altíssima tecnologia aplicando o que existe de mais moderno e temos também uma massa maior de clientes com um nível de maturidade tecnológica menor.” Para Puerta, essa diferença é explicada por uma combinação de fatores. Entre eles, o fato de muitas tecnologias emergentes nascerem fora do Brasil, além de questões relacionadas a impostos, câmbio, renda média e acesso à educação tecnológica. “Existe a questão de custo: o Brasil tem uma complexidade de impostos, câmbio e uma renda média mais baixa, o que torna a tecnologia menos acessível”, disse, pontuando que há também a questão de cultura, educação e implementação.” Apesar disso, o executivo afirma que a adoção de tecnologia no país é relevante e ele vê isso, inclusive, entre pequenas e médias empresas. “Quando comparamos pequenas e médias empresas que são clientes da Dell no Brasil com outros países, vemos um nível de maturidade muito interessante.” Infraestrutura e produção local Segundo Puerta, a estratégia da Dell no Brasil sempre foi trazer ao mercado local as tecnologias mais recentes da companhia. “A Dell nunca usou o Brasil como um mercado para produtos menos atualizados para serem mais baratos”, afirmou. “Hoje, 95% do que a gente vende é produzido no Brasil e atualizado com o que temos de mais moderno globalmente.” Com o avanço da inteligência artificial, a infraestrutura passou a ganhar ainda mais importância dentro da estratégia da empresa. O executivo disse que a Dell já era líder em áreas como servidores, storage e PCs, e agora busca aproveitar essa base para atender à nova demanda criada pelos sistemas de IA. O executivo destacou ainda que a Dell foi a primeira empresa a produzir localmente servidores acelerados no Brasil, na fábrica de Hortolândia (SP). “Esse tem sido o nosso papel: ser quem traz as novidades para o mercado brasileiro”, afirmou. Na visão de Puerta, o principal desafio do Brasil não é necessariamente a tecnologia em si, mas ampliar educação e acesso às ferramentas digitais. “Eu tenho um viés sempre muito otimista sobre o Brasil. Sinto um potencial enorme”, afirmou. “Acho que precisamos ampliar o alcance da educação para formar mais pessoas.” Segundo ele, os talentos já existem no país, mas faltam oportunidades mais amplas de formação e inclusão tecnológica. Aplicação da IA no dia a dia Puerta também afirmou que usa ferramentas de IA diariamente, tanto para entender melhor a tecnologia quanto para automatizar tarefas pessoais e profissionais. “Desde que surgiu o ChatGPT, eu já tinha assinatura premium. Vieram os concorrentes, eu assinei também. Assino vários”, contou. “Uso muito para entender a tecnologia e o potencial dela.” Segundo ele, os primeiros usos aconteceram em tarefas simples do cotidiano. Um dos exemplos foi a alfabetização da filha em português e inglês, criando textos personalizados sobre assuntos que despertavam interesse nela. Depois, passou a usar IA para automatizar tarefas repetitivas do próprio dia a dia, mesmo sem conhecimento técnico de programação. “É impressionante como ficou fácil programar sem saber desenvolver”, afirmou. Ao comentar o ritmo da transformação tecnológica, o executivo disse acreditar que empresas que ainda não começaram a investir em IA já estão atrasadas, mas precisam entender o momento do negócio primeiro. \"O primeiro ponto é conhecer o seu negócio, onde eu gero valor e como a tecnologia pode me auxiliar nessa jornada de continuar gerando mais valor. Essa é uma premissa muito importante.\" Siga a Epoca Negócios: Mais Lidas",
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