Mundo está menos preparado para uma nova pandemia do que estava para a Covid-19, alerta OMS
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May 18, 2026
O mundo sofreria mais com uma nova pandemia, diz a OMS Busà Photography/Getty Images O mundo está menos preparado para uma nova pandemia hoje do que antes da covid-19, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (18/5) pelo Global Preparedness Monitoring Board (GPMB), ligado à OMS e ao Banco Mundial. Segundo o documento, apesar de a humanidade dispor hoje de mais conhecimento, ferramentas e recursos do que tinha há uma década, os riscos associados a uma nova pandemia são maiores, não menores. As informações são da Forbes. O relatório avalia que, caso uma nova pandemia surgisse em breve, os países estariam expostos a impactos sanitários, sociais e econômicos potencialmente mais graves do que os sofridos na época no coronavírus. Entre os fatores apontados estão o aumento dos custos, o declínio do financiamento público, a crescente desigualdade e a erosão da confiança tanto entre governos e cidadãos quanto entre os próprios países. O documento classifica essa "erosão profunda de confiança e equidade" como a principal causa de preocupação. A situação é agravada pela queda nos investimentos em saúde global. O conselho destaca especificamente o enfraquecimento da atenção política como responsável pela redução do financiamento para preparação a pandemias — o que, segundo o relatório, torna "o impacto potencial de futuros surtos significativamente maior". Embora não cite o presidente Donald Trump diretamente, o documento é publicado em um contexto no qual o governo americano redirecionou US$ 2 bilhões em recursos de saúde global para cobrir o encerramento da USAID, agência responsável pelos esforços dos EUA no combate a doenças infecciosas. Análises da Health Security Policy Academy estimam que o corte pode resultar em cerca de 121 mil mortes evitáveis por tuberculose e ao menos 47,6 mil por malária. Para reverter o quadro, o relatório apresenta uma série de recomendações a líderes políticos e partes interessadas, entre elas: A criação de um sistema independente de monitoramento de riscos pandêmicos; A implementação de políticas que garantam acesso equitativo a contramedidas sanitárias; E o estabelecimento de financiamento sustentável, não sujeito a negociações políticas anuais. A divulgação do relatório ocorre em um momento de atenção redobrada à saúde global. Recentemente, um surto de hantavírus raro e letal a bordo de um navio de cruzeiro matou três pessoas, provocando esforços de rastreamento de contatos em múltiplos países. Paralelamente, a OMS declarou no último sábado (16/5) que um surto de Ebola em curso na África constitui uma emergência de saúde pública "extraordinária". Este é o 17º surto da doença na República Democrática do Congo nos últimos 50 anos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). *Com supervisão de Marisa Adán Gil Mais Lidas
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