{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreibqrkhd4jooubs444oagssm5nqajkdi6yty4nto36en55pfy6i2aq",
"uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3mm6uyfezmrj2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreidxztrvzjunffgrfwwdznc2sim37znyctmmrfap2igmfleinm67c4"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 83941
},
"path": "/mundo/noticia/2026/05/a-incrivel-historia-do-roubo-de-vinhos-milionarios-que-terminou-com-garrafas-devolvidas-misteriosamente-nos-eua.ghtml",
"publishedAt": "2026-05-18T17:35:57.000Z",
"site": "https://epocanegocios.globo.com",
"tags": [
"epocanegocios"
],
"textContent": "\nHá cerca de cinco meses, o restaurante francês L'Auberge Provençale Inn & Restaurant, na região vinícola do Vale de Shenandoah, na Virgínia, Estados Unidos, foi roubado. Um casal que se passava por turistas visitou a adega do estabelecimento e saiu de lá com várias garrafas de vinho, incluindo um Pinot Noir de US$ 24 mil (aproximadamente R$ 120 mil), escondidas em um sobretudo. O caso rapidamente ganhou contornos de thriller internacional, já que envolveu identidades falsas, uso de disfarces e uma perseguição às margens de uma rodovia que resultou na prisão de uma inglesa chamada Natali Ray. Um suspeito sérvio identificado como Nikola Krndija conseguiu fugir do país em um voo para Viena, na Áustria. Mas o que parecia impossível aconteceu: duas garrafas foram recuperadas. A de Pinot Noir e outra avaliada em US$ 7 mil (R$ 35 mil), ambas da vinícola Domaine de la Romanée-Conti, na Borgonha, França. Os donos dos vinhos, Celeste e Alain Borel, como relata o The Washington Post, presumiram que eles já tivessem desaparecido há muito tempo, e ficaram atônitos quando o sargento Mike Bell entrou em seu restaurante e os devolveu. A reportagem conta que as garrafas reapareceram depois que uma pessoa contatou o filho mais velho de Ray. Ela, posteriormente, ajudou a entregá-las ao escritório da defensoria pública. O advogado da mulher, o defensor público Eric Angel, afirmou em documentos judiciais que a devolução demonstra seu desejo de reparar os danos causados às vítimas. Travis Sumption, xerife do condado de Clarke, discorda: \"Não há nada na lei que diga que você pode roubar algo temporariamente, devolvê-lo e ser absolvido de todas as irregularidades\", disse ele ao WP. Já os Borels estão preocupados com as condições em que os vinhos foram armazenados — o ideal é que ficassem a uma temperatura de cerca 13°C, umidade entre 60% e 70%, em local escuro e que permanecessem deitados. “Ninguém vai pagar US$ 24 mil sem saber como o vinho foi armazenado”, salientou Alain Borel. Antes do roubo, o casal esperava que o preço das duas garrafas aumentasse com o tempo. \"Eram investimentos\", declarou Celeste Borel. \"Agora, para mim, elas não valem quase nada.\" Nesta segunda-feira (18), Ray deverá se declarar culpada e ser sentenciada pelas acusações de furto qualificado, posse de ferramentas de arrombamento e fraude contra restaurante ou pousada, de acordo com documentos judiciais. Angel, destaca o WP, disse que a mulher “não possui antecedentes criminais e tem sido uma cidadã exemplar e produtiva na Inglaterra até então”. Ele solicitou a sua libertação para que possa retornar ao seu país de origem. Já Krndija continua foragido. A reportagem acrescenta que há indícios de que ele esteja acompanhando o caso. Matthew Bass, promotor público de Clarke, revelou que, no início do processo, alguém que se dizia advogado do acusado entrou em contato com o tribunal perguntando se ele poderia comparecer remotamente, supostamente da Sérvia. \"Não é assim que as coisas funcionam aqui”, observou Bass. “No que nos diz respeito, o Sr. Krndija é bem-vindo a retornar aos Estados Unidos e se entregar às autoridades.” Mais Lidas",
"title": "A incrível história do roubo do vinho de R$ 120 mil que terminou com garrafas devolvidas nos EUA"
}