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"publishedAt": "2026-05-18T19:48:32.000Z",
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"textContent": "\nAlém dos genes, a etnia e o local onde as pessoas vivem têm um papel importante no envelhecimento. É o que revela uma pesquisa liderada pela Escola de Medicina de Stanford, dos Estados Unidos, publicada na revista Cell. A equipe envolvida mediu uma variedade de moléculas no corpo humano, incluindo lipídios, micróbios, proteínas e metabólitos, para construir uma nova visão da diversidade molecular em diferentes populações e regiões geográficas, e analisou amostras de 322 indivíduos saudáveis de ascendência europeia, do Leste Asiático e do Sul da Ásia, residentes na Ásia, Europa e América do Norte. “Pela primeira vez, traçamos perfis detalhados de pessoas de todo o mundo”, disse um dos autores, Michael Snyder, em comunicado. “Isso nos permite ver quais propriedades, como metabólitos e micróbios, estão correlacionadas com a etnia e quais com a geografia.” Os resultados revelaram, por exemplo, que participantes do sul da Ásia apresentaram níveis mais elevados de exposição a patógenos. Já os de ascendência europeia exibiram maior diversidade microbiana intestinal e níveis elevados de metabólitos associados a doenças cardiovasculares. Esses padrões, segundo os pesquisadores, se mantiveram independentemente do local de residência, apontando para um forte componente genético na formação da identidade molecular humana. O estudo também mostra que a realocação geográfica, ou seja, a mudança de residência para um continente diferente daquele onde os ancestrais viveram, foi associada a alterações significativas nas redes metabólicas e lipídicas e a mudanças seletivas no microbioma intestinal. Snyder observou que uma das descobertas mais surpreendentes foi a relação entre geografia e idade biológica, uma medida de quão antigas as células e os tecidos do corpo aparentam ser em nível molecular, o que pode diferir da idade cronológica. “Os asiáticos orientais que vivem fora da Ásia têm uma idade biológica mais avançada do que aqueles que residem na Ásia. Já os europeus que residem fora da Europa são mais jovens”, salientou o pesquisador. Ele acrescentou que isso reflete como o ambiente pode modular a idade biológica e levanta questões importantes sobre fatores de estilo de vida, dieta e microbioma que podem acelerar ou retardar o processo de envelhecimento. O autor apontou ainda que o conjunto de dados gerado por este estudo é um recurso de acesso aberto que será valioso para o avanço da medicina de precisão, adaptando o tratamento médico às características individuais de cada paciente. Mais Lidas",
"title": "Longevidade: etnia e local onde se vive têm papel importante para retardar envelhecimento"
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