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  "textContent": "\nNa dark web é possível comprar dados pessoais roubados, inclusive pacotes completos de identidade, pagando poucos dólares. Para ilustrar o quão acessíveis esses dados se tornaram, a empresa de cibersegurança NordVPN criou uma calculadora interativa que permite aos usuários verem quanto suas contas e documentos custariam. “Cada conta online que você possui tem um preço na dark web”, disse Marijus Briedis, diretor de tecnologia (CTO) da companhia, em comunicado. “Suas assinaturas de streaming, seu e-mail, seu login bancário, seus perfis de redes sociais. A maioria das pessoas ficaria chocada com o quão barato é para um criminoso comprar toda a sua identidade digital”, acrescentou. Embora os Estados Unidos concentrem a maior parte dos anúncios relacionados a cartões de pagamento furtados — mais de 70% do total analisado — em marketplaces da dark web, os dados de sul-americanos, incluindo os de brasileiros, aparecem de forma recorrente. Para se ter uma ideia, um cartão de pagamento brasileiro é vendido por um preço médio de US$ 12,82 (aproximadamente R$ 65). Em países onde os dados roubados são menos comuns, como Japão e Singapura, os preços são significativamente mais altos. No caso de um pacote completo brasileiro, conhecido como “fullz”, que contém informações como CPF, data de nascimento e endereço, o preço é de US$ 40 (R$ 203). Calculadora interativa da NordVPN permite aos usuários verem quanto suas contas e documentos custam na dark wek Divulgação “Por menos do que o custo de uma refeição, um criminoso pode comprar informações suficientes para começar a construir uma identidade falsa em nome de outra pessoa”, salientou Briedis. Ele continuou: “A maioria das pessoas pensa que roubo de identidade é algo que não vai acontecer com elas ou que é algo que elas perceberiam facilmente. A realidade é que seus dados podem já estar à venda, e você não teria como saber sem verificar ativamente”. Contas corporativas e de exchanges são mais caras A ferramenta da NordVPN revela que contas corporativas roubadas têm valor significativamente maior do que acessos pessoais comuns. Enquanto credenciais de e-mail pessoais chegam a ser negociadas por US$ 1 (R$ 5), contas brasileiras do Office 365 roubadas são vendidas pelo preço médio de US$ 26,50 (R$ 135). As contas de redes sociais são ativos populares nos marketplaces da dark web. Contas do Facebook representam cerca de 40% dos anúncios envolvendo perfis sociais, com preço médio de US$ 38 (R$ 193). Contas do TikTok saem por US$ 60 (R$ 305) e do Snapchat, por US$ 34,50 (R$ 175). As contas de streamings são relativamente baratas. Da Netflix sai por US$ 4,55 (R$ 23) e do Spotify, por US$ 28 (R$ 142). Por outro lado, contas de exchanges de criptomoedas figuram entre os itens mais caros. Uma conta roubada da Coinbase tem preço médio de US$ 107,50 (R$ 546) e da Binance, US$ 160 (R$ 813). Segundo o levantamento da NordVPN, contas de varejo também têm seu valor. Uma roubada da Amazon custa cerca de US$ 50 (R$ 254), sendo usada para comprar produtos com gift cards e revendê-los. Para reduzir o risco de ter seus dados roubados e vendidos na dark web, a empresa faz algumas recomendações: Uso de ferramentas que alertam quando os dados aparecem, permitindo ação rápida. Uso de senhas únicas para cada conta, com gerenciadores confiáveis. Ativação de autenticação em dois fatores sempre que possível. Limitação do compartilhamento de dados pessoais. Desativação de cookies desnecessários. Não fornecimento de informações sensíveis. Revisão de extratos bancários. Mais Lidas",
  "title": "Identidades de brasileiros são vendidas por cerca de R$ 200 na dark web"
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