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Nu Holdings divulga resultados financeiros do primeiro trimestre; grupo atinge receita acima de US$ 5 bilhões pela primeira vez

Home | Época Negócios [Unofficial] May 14, 2026
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Divulgação A Nu Holdings divulgou hoje os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026. "Foi mais um trimestre forte, com mais de 135 milhões de clientes, receitas acima de US$ 5 bilhões pela primeira vez, lucro líquido de US$ 871 milhões e ROE de 29%", disse em nota diz David Vélez, fundador e CEO do Nubank. Segundo o CEO, recursos como o NuFormer (conjunto proprietário de modelos fundacionais, em operação hoje para cartão de crédito no Brasil e no México, e para empréstimo sem garantia no Brasil) e AI Private Banker (com funcionalidades que atendem a mais de 15 milhões de usuários ativos) têm sido fatores relevantes para a expansão da carteira de crédito nos últimos doze meses. No México, a mesma fórmula usada no Brasil ajudou a empresa a alcançar o break-even e se tornar a terceira maior instituição financeira do mercado, com 15 milhões de clientes. "Tudo isso somado a mais um trimestre forte, com mais de 135 milhões de clientes, receitas acima de US$ 5 bilhões pela primeira vez, lucro líquido de US$ 871 milhões e ROE de 29%”, diz Vélez. Confira alguns dos principais dados do relatório. Crescimento do número de clientes O Nu adicionou aproximadamente 4 milhões de clientes no 1T26, ultrapassando 135 milhões de clientes globalmente até março de 2026. No Brasil, o Nu ultrapassou 115 milhões de clientes. No México, o Nu ultrapassou a marca de 15 milhões de clientes, tornando-se a terceira maior instituição financeira do país. Na Colômbia, o Nu registrou mais um trimestre sólido em adições de clientes, se aproximando dos 5 milhões. Taxas de engajamento e atividade A receita média mensal por cliente ativo (ARPAC, na sigla em inglês) atingiu aproximadamente US$ 16 no 1T26, continuando sua trajetória ascendente com novo crescimento sequencial em relação ao trimestre anterior (QoQ). A taxa de atividade mensal se manteve em 83%, apesar da sazonalidade típica do primeiro trimestre, e expandiu sequencialmente no Brasil, onde o Nu se aproxima de 100 milhões de clientes ativos. Plataforma operacional de baixo custo O índice de eficiência melhorou para 17,6% no 1T26 em relação aos 19,9% registrados no 4T25, impulsionado pelo desempenho superior do ARPAC e pelo crescimento contínuo da carteira. Conforme comunicado durante a teleconferência do 4T25, espera-se que o índice de eficiência do ano fique aproximadamente em linha com o patamar em que terminou 2025, à medida que os custos de retorno ao escritório aumentam e a companhia continua a investir em expansão internacional e infraestrutura de IA. Qualidade dos ativos O índice de NPL 15-90 (índice de inadimplência entre 15 e 90 dias) aumentou para 5.0% no 1T26, alta de 89 pontos-base (bps) em relação ao 4T25, consistente com padrão sazonal típico do primeiro trimestre e amplamente alinhado com os movimentos sazonais observados em 2024 e 2025. O NPL 90+ continuou a recuar, caindo 10 bps para 6,5% neste trimestre, bem abaixo do pico de 7,0% atingido no 3T24. A grande maioria dessa movimentação veio da sazonalidade, com o padrão histórico de inadimplências em estágio inicial atingindo o pico no 1T. O segundo fator de impacto foram as expansões intencionais em segmentos de maior risco. O mix de produtos e outros efeitos menores explicam a menor parte restante. Receita, receita financeira líquida de juros (NII) e margem financeira líquida (NIM) ajustada ao risco A receita do Nu no 1T26 superou os US$ 5 bilhões pela primeira vez, impulsionada pelo fortalecimento contínuo do engajamento e da monetização em toda a plataforma. A receita financeira líquida de juros (NII) atingiu um recorde de US$ 3,25 bilhões no trimestre, alta de 12% trimestre contra trimestre (QoQ). A Margem Líquida de Juros expandiu para 21,1%, refletindo o crescimento da carteira de crédito em ritmo superior ao dos passivos. As provisões para perdas de crédito fecharam em US$ 1,79 bilhão, alta de 33% QoQ, impulsionadas por três dinâmicas: sazonalidade, crescimento do portfólio e mix de produtos. Como resultado, o NIM Ajustado ao Risco ficou em 9,5%, queda de 100 bps sequencialmente em relação a 10,5% no 4T25. Lucratividade O lucro bruto do Nu atingiu US$ 1,88 bilhão no 1T26, alta de 27% YoY. O mix do lucro bruto refletiu a alta das provisões para perdas com crédito no trimestre, o que reduziu a contribuição relativa do crédito e fez com que o float representasse 41% do total. O lucro líquido alcançou US$ 871 milhões no trimestre, um aumento de 41% YoY, com crescimento composto de mais de 80% ao ano desde 2022. O ROE encerrou o trimestre em 29%. Balanço Patrimonial e captação O total de depósitos atingiu US$ 42,4 bilhões neste trimestre, alta de 22% YoY. O custo de captação foi de 88% das taxas interbancárias, ligeiramente superior de forma sequencial. A carteira de crédito total expandiu 40% YoY e 7% QoQ para US$ 37,2 bilhões, com cartões de crédito em US$ 24.3 bilhões, crédito sem garantia aproximadamente em US$ 10 bilhões, e crédito com garantia em US$ 3 bilhões. O Índice Empréstimos/Depósitos (LDR) atingiu 58,3% no 1T26, acima de 49,1% no 4T25 e 48,5% no 1T25, refletindo a contínua expansão da franquia de crédito do Nu. AI Transformation como prioridade central A AI Transformation do Nu avançou em três fases. Em AI Assistance, a IA está gerando ganhos de produtividade em toda a companhia, com 50% de ganho de produtividade de engenharia na comparação anual, consumo semanal de tokens quase dez vezes superior ao do início do ano e ciclos de testes 90% mais rápidos. Em Workflow Reinvention, as jornadas dos clientes estão sendo reconstruídas de ponta a ponta, com novas experiências AI-native previstas para chegar aos clientes durante 2026. Expansão disciplinada para os Estados Unidos O Nu está expandindo seu modelo aos Estados Unidos por meio de uma abordagem desenhada para proteger o negócio principal enquanto testa a oportunidade de longo prazo em um novo mercado. Espera-se que o investimento máximo permaneça abaixo de 100 bps no índice de eficiência consolidado em cada um dos anos de 2026 e 2027, totalmente contido dentro da faixa de índice de eficiência de ~20% comunicada para o ano e sem afetar a trajetória de eficiência de longo prazo do Nu. Qualquer investimento incremental além desta fase inicial estará condicionado a evidências claras de product-market fit e a um caminho factível para a escalabilidade lucrativa.

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