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"textContent": "\nEm outubro de 2025, a Adidas anunciou a Trionda, bola oficial da Copa do Mundo FIFA 2026. Colaborando com a entidade máxima do futebol desde 1970, esta é a 15ª edição do torneio para a qual a marca de produtos esportivos fornece o material. Mas muito mudou na tecnologia da bola utilizada pelos melhores jogadores do planeta desde que a Adidas anunciou a Telstar, desenvolvida 56 anos atrás para a Copa do México e que viu o Brasil conquistar seu terceiro título da competição. A principal inovação técnica em relação às edições anteriores está no posicionamento do chip. A Trionda possui a versão mais avançada da Connected Ball Technology da marca: um sensor inercial de movimento (IMU) operando a 500Hz, que transmite dados em tempo real ao sistema do VAR. Enquanto a Al Rihla, bola da Copa do Catar de 2022, utilizava um sistema central fixado por mecanismo de suspensão, a Trionda posiciona o sensor de forma lateral, dentro de uma camada especialmente criada em um dos seus quatro painéis. Para preservar o equilíbrio de voo da bola, contrabalanços foram distribuídos pelos três painéis restantes. O sensor coleta dados sobre todos os movimentos da bola e os envia ao VAR com latência mínima. Combinados com informações de posicionamento dos jogadores e processados por inteligência artificial, em parceria com a empresa de tecnologia esportiva Kinexon, esses dados permitem que os árbitros de vídeo tomem decisões mais rápidas sobre impedimentos e possíveis infrações de mão. Hannes Schaefke, responsável por inovação em futebol na Adidas, explicou à CBS Sports que rastrear a bola em si era o maior obstáculo técnico. \"Coisas como a frequência de toques durante um drible eram impossíveis de medir sem um sensor interno\", afirmou. Com a Trionda, esse nível de detalhe passa a ser analisável em tempo real, abrindo caminho não apenas para a arbitragem, mas também para análise tática por comissões técnicas. Relevo da superfície oferece melhor controle em condições de alta umidade Divulgação / Adidas Do ponto de vista aerodinâmico, a construção de quatro painéis foi projetada com costuras intencionalmente profundas e linhas estrategicamente posicionadas. A distribuição geométrica dessas ranhuras, combinada com os ícones em relevo, cria resistência de ar suficiente e com distribuição uniforme para garantir estabilidade durante o voo. Os ícones em relevo também têm utilidade na performance dos jogadores, aumentando a aderência ao tocar ou dominar a bola em condições de umidade para facilitar controle, dribles e defesas. O design O nome Trionda une \"tri\" (três) e \"onda\", e faz referência tanto aos três países-sede (Canadá, México e Estados Unidos) quanto à geometria fluida dos painéis, que replicam o movimento de ondas. Cada painel traz as cores nacionais dos três países: vermelho para o Canadá, azul para os EUA e verde para o México, que se encontram no centro formando um triângulo — símbolo da inédita coorganização entre três nações. Cada país-sede também é representado por ícones específicos: uma estrela para os EUA, uma folha de bordo para o Canadá e uma águia para o México. Os símbolos aparecem em relevo sobre a base da bola, criando textura visível ao toque. Detalhes em dourado completam o visual, em referência ao troféu da Copa do Mundo. A bola está disponível para venda nas lojas Adidas e em varejistas selecionados, com versões custando a partir de R$ 99,00 no site da marca. No entanto, apenas a Trionda Pro — edição oficial de jogo (R$ 999,00) — conta com o sensor de movimento. Mais Lidas",
"title": "Sensor com IA, aerodinâmica e melhor aderência: as tecnologias da nova bola da Copa que pode custar até R$ 1 mil"
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