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  "textContent": "\nVista aérea do Parque do Ibirapuera, em São Paulo Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas Eu li certa vez que a falta de conexão social é muito parecida com a crise climática: todos falamos sobre ela, mas ninguém faz nada a respeito. Recentemente, conheci Ana Boyadjian, 49 anos, que decidiu agir para promover não o fim do aquecimento global, mas, pelo menos, a socialização dos idosos. Ela está lançando um negócio por assinatura que oferece atividades esportivas e culturais para o público 60+. A empreendedora, que se define como “articuladora de negócios” com experiência recente em agências de publicidade, espera concluir este mês a versão beta da Prateados — testada por três meses apenas para convidados. A partir de junho, a plataforma cobrará R$ 299 para até quatro atividades mensais, inicialmente só em São Paulo: de exercícios de mobilidade no Parque Ibirapuera a sessões de cinema exclusivas no Espaço Petrobras de Cinema. “Diferentemente do que se esperaria, a rede de relacionamentos pessoais tende a diminuir com a idade, ficando restrita à família e a cuidadores”, diz Ana, alertando para o risco da solidão, que leva à depressão e outras doenças mentais. Escrevi sobre isso no ano passado, na coluna “Na luta pela longevidade, a solidão mata antes da hora”, com base em entrevista com o americano Ken Stern, especialista em longevidade e autor de Healthy to 100: How Strong Ties Lead to Long Lives (Saudável até os 100: Como laços sociais fortes levam a vidas longas). Stern defende que “não é só que a solidão pode desencadear estresse crônico — que danifica a saúde —, mas que fortes conexões sociais levam a comportamentos mais saudáveis”. É importante lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui os relacionamentos entre as boas práticas para uma vida longa e saudável, ao lado de alimentação equilibrada, atividade física, não fumar e consumo moderado de álcool. Numa entrevista por vídeo, perguntei a Ana sobre os aprendizados da fase beta, que ofereceu 29 atividades, atraiu 420 inscritos e teve 120 usuários ativos. “O público 60+ rejeita exercícios de ‘velhinho’. Eles querem socialização e desafios do dia a dia, como mobilidade, força e equilíbrio”, revelou ela. Esse insight também moldou a comunicação da start-up: em vez de focar na fragilidade do idoso, a Prateados aposta no lado “anarquista” e ousado desse público. Num vídeo-manifesto 100% gerado por IA e publicado no YouTube, a marca declara: “Disseram que depois dos 60 a vida desacelera. A gente decidiu provar o contrário! A geração 60+ nunca esteve tão viva.” A meta de Ana é ambiciosa: 10 mil assinantes no primeiro ano e lançamento nacional em fevereiro de 2027. Ainda bem que alguém decidiu provar que há vida — e muita — depois dos 60. Minha única ressalva: o nome “Prateados” soa um pouco vintage para um público tão vibrante e desafiador. É respeitoso, mas uma denominação mais ousada capturaria melhor essa energia rebelde. Mais Lidas",
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