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Parceria com Luciano Huck e Luís Roberto Barroso: quem é o brasileiro por trás do primeiro unicórnio de IA da América Latina

Home | Época Negócios [Unofficial] May 5, 2026
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A criação do primeiro unicórnio de inteligência artificial da América Latina tem como um de seus protagonistas um ex-advogado que decidiu abandonar uma carreira promissora nos Estados Unidos para apostar em tecnologia. Cofundador e CEO da Enter, Mateus Costa-Ribeiro lidera a startup brasileira que acaba de levantar US$ 100 milhões e atingir valuation de US$ 1,2 bilhão, se tornando o primeiro unicórnio brasileiro desde 2024. A trajetória de Costa-Ribeiro começa longe do universo das startups. Formado pela Harvard Law School e com passagem por um dos principais escritórios de advocacia de Nova York, ele tomou, segundo suas próprias palavras, “a decisão mais importante da vida” ao pedir demissão para migrar para tecnologia, mesmo com um salário que cairia para menos de um sexto do anterior. “Abandonei algo seguro e ótimo pra correr atrás do incerto e excepcional”, escreveu o empreendedor em um post recente. A virada veio em 2023, quando ele, ao lado dos cofundadores Henrique Vaz e Michael Mac-Vicar, que já havia cofundado o unicórnio brasileiro Wildlife, criou uma versão inicial do que viria a ser a Enter, um produto simples, quase improvisado, que permitia subir uma petição em PDF e receber uma sugestão de contestação gerada por IA. De um “Google Forms feio”, como descreve, nasceu uma empresa que hoje atende gigantes como Nubank, Mercado Livre, Santander, Meta, Airbnb e Magazine Luiza. Hoje, a Enter aplica inteligência artificial em disputas cíveis e trabalhistas, automatizando etapas do processo jurídico com agentes de IA, da análise inicial à redação de peças e negociação de acordos. Henrique Vaz, Mateus Costa-Ribeiro e Michael Mac-Vicar, fundadores da Enter, mais novo unicórnio brasileiro Divulgação Do interior do Brasil ao Vale – e de volta Um dos pontos centrais da narrativa construída por Costa-Ribeiro é a diversidade do time. Segundo ele, a empresa reúne talentos de cidades como Fortaleza, Ipatinga, Maringá, Manaus, Porto Alegre e João Pessoa, hoje concentrados em um escritório em Pinheiros, em São Paulo. A ambição vai além do crescimento da empresa: “O objetivo da Enter é colocar o Brasil no G5 do mundo em inteligência artificial”, escreveu. Esse discurso ganha força com a nova rodada liderada pelo Founders Fund, gestora criada por Peter Thiel, e que contou também com nomes como Ribbit Capital, Sequoia, Kaszek e Atlantico. Crescimento acelerado e ambição global Fundada em 2023, a Enter já apresenta números típicos de startups em hiperescala: a receita cresceu mais de 10 vezes no último ano, enquanto a base de clientes triplicou. A proposta da empresa é clara: usar IA para aumentar a taxa de sucesso em disputas jurídicas, reduzir custos e otimizar operações de grandes empresas. “Os resultados são aumento da taxa de êxito e redução do ticket médio”, afirmou a startup em nota. Um projeto de país com IA no centro Além do crescimento corporativo, Costa-Ribeiro tenta posicionar a Enter dentro de um debate mais amplo sobre o papel da inteligência artificial no desenvolvimento econômico. Com a nova rodada, a empresa anunciou a criação de um conselho institucional com nomes como o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, o advogado Roberto Quiroga e o apresentador Luciano Huck. A proposta é ambiciosa: discutir como o Brasil pode usar IA para competir com potências como Estados Unidos e China. “Juntos, vamos disseminar uma visão de país para criar uma economia que coloque o trabalho intelectual à disposição das pessoas a partir de modelos de AI. A missão do conselho é pensar como o Brasil deve usar AI para efetivamente distribuir prosperidade”, disse em seu LinkedIn. Mais Lidas

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