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  "textContent": "\nChina quer usar até 10 mil robôs humanoides na fronteira com o Vietnã até 2027 Divulgação / UBTech Robotics A China prepara um projeto ambicioso que pode redefinir o controle de fronteiras no mundo. Até 2027, o gigante asiático espera realizar a utilização de até 10 mil robôs humanoides na divisa com o Vietnã. A iniciativa combina inteligência artificial, automação e vigilância em larga escala. O teste vai começar por Fangchenggang, cidade costeira da região de Guangxi, entre os dois países. Essa fronteira tem como característica o intenso fluxo de caminhões e viajantes. As operações legais e de fiscalização visam não só o controle de entrada e saída de pessoas, como de transporte de mercadorias. Os robôs vão auxiliar na organização desse fluxo. O projeto é liderado pela empresa chinesa UBTech Robotics, responsável pelo desenvolvimento dos robôs humanoides do modelo Walker S2. A meta é começar com centenas de unidades e expandir gradualmente até atingir 10 mil até o próximo ano. Ao ganhar a licitação, a empresa firmou um contrato de US$ 37 milhões (cerca de R$ 183,6 milhões na cotação atual). A expectativa é de que esse novo recurso torne os processos mais ágeis e padronizados em pontos de controle movimentados. Entre as principais atividades previstas estão: orientação de viajantes e motoristas; organização de filas e controle de fluxo; inspeção de cargas e verificação de contêineres; patrulhamento e identificação de situações anormais, como bloqueios, gargalos e aglomerações. Os modelos Walker S2 têm estrutura semelhante à de um ser humano, com pernas articuladas e braços móveis, permitindo atuação em ambientes considerados desafiadores. Um dos principais diferenciais é a capacidade de trocar a própria bateria, garantindo operação praticamente contínua e autônoma. Equipados com sensores, câmeras e sistemas de inteligência artificial, esses robôs conseguem transitar pelo ambiente, evitar obstáculos e interagir com humanos de forma básica, respondendo perguntas simples e executando tarefas rotineiras. Essa iniciativa é vista como um teste crucial para o futuro da robótica humanoide fora das fábricas. Caso funcione como esperado, o uso dessas máquinas pode se expandir para outros ambientes de grande circulação, como aeroportos, portos e estações ferroviárias. O resultado desse teste pode ajudar a ditar o ritmo de implementações de robôs humanoides para tarefas variadas ao redor do mundo.",
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