{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreialwlquvrduiurpmxyj4qitcjpviz7dsg3xovbdjgbwrrrm77f7ei",
    "uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3mkcec7tevvv2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreihaj5lokkzcai6srvtgbwh6isdxnbps3ojbqmopn453hz32dgmxfe"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 3941857
  },
  "path": "/ciencia-e-saude/noticia/2026/04/alimentos-ultraprocessados-podem-prejudicar-a-concentracao-mesmo-que-voce-se-alimente-de-forma-saudavel-diz-novo-estudo.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-24T14:42:20.000Z",
  "site": "https://epocanegocios.globo.com",
  "tags": [
    "epocanegocios"
  ],
  "textContent": "\nBeber refrigerante e comer salgadinhos de pacote, entre outros alimentos considerados ultraprocessados, pode alterar a maneira como o cérebro se concentra. Foi o que descobriu um novo estudo da Universidade Monash, em conjunto com a Universidade Deakin, na Austrália, e a Universidade de São Paulo. O trabalho aponta que um apenas um pequeno aumento diário no consumo de alimentos ultraprocessados ​​(AUPs) está associado a uma deterioração na capacidade de atenção, mesmo que a pessoa tenha uma alimentação saudável no dia a dia. Segundo Barbara Cardoso, do Departamento de Nutrição, Dietética e Alimentos e do Instituto do Coração de Victoria, na Universidade Monash, afirmou que o estudo reforça uma clara conexão entre a indústria alimentícia e o declínio cognitivo. \"Para colocar nossas descobertas em perspectiva, um aumento de 10% nos alimentos ultraprocessados ​​é aproximadamente equivalente a adicionar um pacote padrão de batatas fritas à sua dieta diária. Para cada aumento de 10% no consumo de alimentos ultraprocessados, observamos uma queda distinta e mensurável na capacidade de concentração da pessoa. Em termos clínicos, isso se traduziu em pontuações consistentemente mais baixas em testes cognitivos padronizados que medem a atenção visual e a velocidade de processamento\", indica Cardoso. Para o estudo, participaram 2.100 adultos australianos de meia-idade e idosos sem demência. Os participantes do estudo consumiram aproximadamente 41% de sua energia diária proveniente de alimentos ultraprocessados. Segundo o \"Guia alimentar para a população brasileira\", do Ministério da Saúde, são alimentos ultraprocessados: Biscoitos, sorvetes e guloseimas; Bolos; Cereais matinais; barras de cereais; Sopas, macarrão e temperos “instantâneos”; Salgadinhos “de pacote”; Refrescos e refrigerantes; Achocolatados; Iogurtes e bebidas lácteas adoçadas; Bebidas energéticas; Caldos com sabor de carne, frango ou legumes; Maionese e outros molhos prontos; Produtos congelados e prontos para consumo (massas, pizzas, hambúrgueres, nuggets, salsichas, etc.); Pães de forma; Pães doces e produtos de panificação que possuem substâncias como gordura vegetal hidrogenada, açúcar e outros aditivos químicos. Dessa forma, foi possível verificar que mesmo tendo uma alimentação balanceada em outros aspectos não influenciava os efeitos negativos de consumir ultraprocessados. O trabalho foi publicado na revista científica Alzheimer's & Dementia: Diagnosis, Assessment & Disease Monitoring. Mais Lidas",
  "title": "Alimentos ultraprocessados ​​podem prejudicar a concentração (mesmo que você se alimente de forma saudável), diz novo estudo"
}