{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreigafonvi4y33qnsw3vhj53oqxik6hqj7j7ga76us6ww2msmvesipm",
    "uri": "at://did:plc:rfivzlyyatmquq6ya3pso5i5/app.bsky.feed.post/3mkcebchfh5v2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreie7dxnvg7wyg6p4mcsrcizgzegs7c66cputehejcg42n75gb7eubm"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 97377
  },
  "path": "/mundo/noticia/2026/04/pernas-de-fora-com-calor-e-crise-energetica-toquio-libera-shorts-no-trabalho.ghtml",
  "publishedAt": "2026-04-24T18:03:30.000Z",
  "site": "https://epocanegocios.globo.com",
  "tags": [
    "epocanegocios"
  ],
  "textContent": "\nO governo metropolitano de Tóquio passou a permitir que funcionários públicos usem shorts, camisetas e tênis no trabalho como parte de uma resposta combinada ao calor extremo e à pressão sobre o sistema energético do país. A medida é uma expansão do programa Cool Biz, lançado em 2005 pelo Ministério do Meio Ambiente japonês, que inicialmente encorajava funcionários a dispensar gravatas e paletós durante o verão. As informações são do The Guardian. A iniciativa foi oficializada pela governadora de Tóquio, Yuriko Koike, que havia criado o Cool Biz duas décadas atrás, quando era ministra do Meio Ambiente. Diante do que chamou de \"perspectiva severa para oferta e demanda de eletricidade\", Koike afirmou que o governo \"encoraja trajes frescos que priorizam o conforto, incluindo polos, camisetas, tênis e, dependendo das responsabilidades do cargo, shorts\". A nova versão do programa também prevê ampliação do trabalho remoto e antecipação do horário de entrada. Japão vulnerável ao conflito no Oriente Médio A medida vai além do clima. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou os preços do petróleo e ameaçou o fornecimento de derivados para países da Ásia. O Japão, com poucos recursos energéticos próprios, depende do Oriente Médio para 90% de suas importações de petróleo, a maior parte transportada pelo Estreito de Ormuz, que permanece com trânsito restrito desde o fechamento efetivo do canal no início de 2026. Para mitigar o risco imediato, o Japão já conduziu sua maior liberação histórica de reservas estratégicas de petróleo: 80 milhões de barris em coordenação com a Agência Internacional de Energia. Agora, o país avalia liberar um volume adicional equivalente a 20 dias de consumo nacional a partir de 1º de maio, segundo o IndexBox, com base em dados da agência de notícias Kyodo. Especialistas alertam que, se o tráfego pelo Estreito de Ormuz não se normalizar, a quarta maior economia do mundo poderá enfrentar escassez de petróleo bruto com consequências comparáveis às dos choques dos anos 1970. A situação não é exclusiva do Japão: Coreia do Sul e Vietnã adotaram medidas de racionamento. Em Seul, autoridades passaram a encorajar residentes a fazer deslocamentos curtos a pé ou de bicicleta. Outros países asiáticos optaram por expandir o trabalho remoto ou encurtar a semana de trabalho. Independentemente do conflito, as empresas japonesas já vinham sendo pressionadas a rever regras de vestimenta em função das mudanças climáticas. O ano passado foi o mais quente desde o início dos registros meteorológicos no país, em 1898, segundo a agência meteorológica japonesa. Temperaturas acima de 40°C tornaram-se tão frequentes que a agência criou recentemente uma nova categoria oficial de evento climático extremo: kokusho, que pode ser traduzido como \"calor cruel\". Um servidor do governo metropolitano que usou shorts no trabalho pela primeira vez relatou ao jornal Yomiuri Shimbun: \"Fiquei um pouco nervoso, mas é muito confortável e sinto que vai melhorar minha eficiência no trabalho.\"",
  "title": "Pernas de fora: com calor e crise energética, Tóquio libera shorts no trabalho"
}