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"publishedAt": "2026-04-22T19:47:48.000Z",
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"textContent": "\nCientistas britânicos identificaram uma nova forma de prever o risco de desenvolver doenças como Parkinson, Alzheimer e esclerose lateral amiotrófica (ELA) por meio da detecção de proteínas anormais no intestino. Um estudo publicado no periódico Gastroenterology mostrou que alterações em moléculas presentes no tecido intestinal podem ser detectadas até sete anos antes de qualquer sintoma neurológico aparecer. As informações são do Daily Mail. A pesquisa, conduzida pela Universidade de Aberdeen em parceria com dois conselhos regionais do sistema nacional de saúde da Escócia, analisou biópsias intestinais de 196 participantes com mais de 60 anos que apresentavam problemas digestivos sem causa aparente, mas sem histórico de doenças neurológicas. O grupo foi acompanhado por cerca de 14 anos. Os pesquisadores buscavam alterações em três proteínas associadas à neurodegeneração: TDP-43, alfa-sinucleína e Tau — esta última ligada aos mecanismos do Alzheimer. Em 60% dos casos, foram encontradas evidências de que essas proteínas não estavam se dobrando corretamente, processo essencial para o funcionamento celular. Pacientes com essas anomalias apresentaram risco significativamente maior de desenvolver demências não-Alzheimer ou condições como o Parkinson. No geral, as biópsias acertaram o diagnóstico em mais de 80% dos casos. \"Estamos vendo evidências claras de que as mesmas alterações proteicas que ocorrem em diversas doenças neurodegenerativas podem ocorrer no intestino muitos anos antes do que reconhecíamos\", afirmou a professora Jenna Gregory, autora principal do estudo. Para ela, a descoberta \"abre possibilidades inteiramente novas para detecção precoce e intervenção\" — com potencial de mudar o foco do tratamento reativo para a prevenção. A janela de sete anos entre as alterações intestinais e o surgimento dos sintomas é considerada pelo time um período valioso para estratégias de intervenção precoce, incluindo mudanças de estilo de vida e monitoramento clínico mais próximo. Angus Watson, cirurgião colorretal e coautor do estudo, destacou que exames de rotina já existentes poderiam ser reaproveitados para identificar pacientes em risco. Especialistas consultados pelo Daily Mail classificaram os achados como \"importantes\", embora ressaltem que mais estudos são necessários para validar o método antes de sua adoção clínica em larga escala. *Com supervisão de Thâmara Kaoru Mais Lidas",
"title": "Alterações em proteínas no intestino ajudam a prever Parkinson e demência anos antes dos sintomas, aponta estudo"
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