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"textContent": "\nRaras mesmo, elas nunca foram. As “terras raras” – nome dado a um grupo de 17 minerais quimicamente semelhantes – podem ser encontradas no quintal da sua casa, na beira da estrada, no fundo do mar. De acordo com o United States Geological Survey (USGS), departamento oficial de geologia dos Estados Unidos, alguns desses elementos químicos existem em maior concentração na crosta terrestre do que outros bastante conhecidos. É o caso do cério (entre 60 e 70 partes por milhão) e do lantânio (30-35 ppm), mais presentes do que o cobre (25-28 ppm). Mas existe um motivo razoável para você não perceber as terras raras ao seu redor. Na tabela periódica, 15 desses 17 elementos químicos (as exceções são escândio e ítrio) pertencem à família dos lantanídeos – palavra que vem do grego antigo lanthánein, que significa “invisível”. Esses metais, de aparência prateada e consistência mole, estão por toda parte – mas de maneira dispersa. A dispersão decorre de outra característica das terras raras: são altamente reativas. Sofrem oxidação em contato com o ar e reagem com a água. Segundo o USGS, o teor médio de óxidos de terras raras (TREO) em depósitos de classe mundial varia de 2% a 8%, o que faz com que poucas reservas sejam viáveis. Como comparação, uma mina de ferro rentável precisa ter concentração de pelo menos 30%. Se Brasil não tirar proveito dos minerais críticos e terras raras, jogará fora oportunidade, diz Lula Cientistas estão intrigados com mineral alienígena que permanece na mesma temperatura mesmo quando aquecido Inventados há menos de 70 anos, chips eletrônicos revolucionaram a computação e hoje estão no centro de uma indústria trilionária Apesar de estarem espalhadas na natureza, as terras raras tornaram-se indispensáveis para a tecnologia de hoje e para a economia do futuro, por causa de suas qualidades excepcionais. É o caso do neodímio, usado na produção de ímãs-permanentes capazes de atrair 640 vezes o próprio peso – entre 12 e 18 vezes mais poderosos que modelos tradicionais, de ferrite. “Ele é o rei dos ímãs, o mais poderoso da face da Terra”, diz a Stanford Magnets, fornecedora de setores como indústria aeronáutica e automotiva. “Qualquer coisa que você possa ligar ou desligar certamente depende de terras raras para funcionar”, disse à BBC Thomas Kruemmer, diretor da GITI Ginger, uma consultoria especializada em cadeias de produção. Sem terras raras, não haveria smartphones: ímãs de neodímio garantem a miniaturização extrema dos alto-falantes, microfones e do motor de vibração (usado nos alertas em modo silencioso e para fazer você sentir que apertou um botão, mesmo quando ele não existe). Nas câmeras, o vidro é enriquecido com lantânio, que aumenta o índice de refração e permite lentes mais finas e nítidas. Em um futuro regido por inteligência artificial, computação quântica e mobilidade elétrica, as terras raras deverão ocupar um lugar ainda mais privilegiado. Metais magnéticos como neodímio, disprósio e térbio são usados para resfriar semicondutores de inteligência artificial e manter unidos componentes potentes em robótica e automação regada à IA. Equipamentos de pesquisa baseados em computação quântica usam ítrio, európio e cério, enquanto as baterias de alta capacidade precisam de lítio, cobalto e grafite. Germânio e gálio são usados em chips de alta velocidade, e o antimônio é indispensável em dispositivos de memória de última geração. Rafael Mesquita , diretor de Tecnologia da CBMM, líder mundial na produção do mineral crítico nióbio Divulgação O esforço de descarbonização que deverá caracterizar a próxima década também demandará o uso de terras raras. “Um carro elétrico típico requer seis vezes mais insumos minerais do que um veículo tradicional, e um gerador eólico terrestre requer nove vezes mais recursos minerais do que uma usina termoelétrica a gás”, afirma o relatório The Role of Critical Minerals in Clean Energy Transitions, da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) . Em valores absolutos, um Tesla usa entre três e cinco quilos de elementos como neodímio, praseodímio e disprósio. Uma turbina eólica capaz de gerar 5 MW requer muito mais: cerca de três toneladas. A IEA estima que iniciativas para alcançar as metas do Acordo de Paris farão a demanda global por esses elementos quadruplicar até meados de 2040. Alcançar uma economia carbono zero por volta de 2050 demandaria um consumo seis vezes maior. A importância das terras raras em um futuro de alta tecnologia e baixo carbono foi percebida primeiro pelos chineses. “O Oriente Médio tem petróleo, a China tem terras raras”, disse em 1992 o líder político Deng Xiaoping. O país ultrapassou os Estados Unidos na produção desses minerais em meados dos anos 1980 e hoje responde por 70% da extração e 90% do refino mundial. Na produção de ímãs, detém quase um monopólio: 94%. A natureza explica em parte essa liderança. De acordo com o USGS, o território chinês tem entre 40% e 50% das reservas mundiais de óxidos desses minerais – cerca de 44 milhões de toneladas. Mas aproveitar esse potencial foi uma decisão estratégica. Segundo dados da IEA (2024) e análises do Wilson Center, o país detém cerca de 26 mil patentes relacionadas a terras raras – mais que o dobro dos Estados Unidos. “Enquanto designers e desenvolvedores do Vale do Silício avançaram na miniaturização de componentes para laptops e telefones celulares, os chineses foram atrás dos materiais com os quais essas coisas seriam feitas”, disse ao programa 60 Minutes Daniel McGroarty, assessor da Casa Branca durante o governo George Bush. Segundo Aline Nunes, gerente de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), os chineses construíram cinco décadas de vantagem tecnológica em relação ao resto do mundo. “A China tem cerca de 40 programas de pós-graduação em engenharia de terras raras, sem contar as etapas anteriores da educação e os centros de pesquisa”, disse a Época NEGÓCIOS. “Para replicar esse nível de desenvolvimento, seriam necessários outros 50 anos, pelo menos.” Além de investir em inovação, os chineses assumiram riscos ambientais. As terras raras frequentemente são encontradas misturadas entre si e em minérios com material radioativo. As atividades de extração e processamento são, portanto, altamente tóxicas. “A China construiu sua posição dominante nas últimas décadas investindo pesadamente nessa e em outras indústrias poluentes, estratégia favorecida pelas proteções ambientais e trabalhistas relativamente frouxas do país”, afirmou a geógrafa Julie Michelle Klinger, em um artigo no jornal The New York Times. “As nações ocidentais seguiram o caminho oposto, terceirizando indústrias perigosas e reduzindo a pesquisa, o que acabou por corroer suas próprias capacidades científicas e industriais.”. O governo chinês reconheceu danos à natureza no documento Situation and Policies of China’s Rare Earth Industry. “No passado, técnicas obsoletas eram empregadas em minas de terras raras por absorção iônica, gerando 2 mil toneladas de rejeitos para a produção de cada tonelada de REO (óxido de terras raras)”, diz o texto. “Mesmo com a adoção de métodos mais avançados, grandes quantidades de amônia, metais pesados e outros poluentes continuam sendo produzidos, resultando na destruição da vegetação e em grave poluição das águas superficiais, das águas subterrâneas e das áreas agrícolas.” Aline Pereira Leite Nunes, do Ibram: para replicar o progresso da China em terras raras, seriam necessários 50 anos “Para replicar esse nível de desenvolvimento, seriam necessários outros 50 anos, pelo menos”. Divulgação Publicado em 2012, o relatório marcou uma mudança na estratégia de Pequim em relação às terras raras. Os tempos de matéria-prima barata e de fornecimento constante e incondicional ao resto do mundo acabaram. “Durante um período bastante longo, o preço dos produtos de terras raras permaneceu baixo, sem refletir seu valor real, sem que a escassez desses recursos fosse devidamente representada e sem que os danos ao meio ambiente fossem compensados adequadamente”, diz o texto oficial do governo. Na época, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, aumentou tarifas e limitou quantidades: em 2010, o volume exportado foi 40% menor do que em 2005. “Dado que a China fornecia 97% das terras raras do mundo, os cortes provocaram uma reação global negativa”, diz o artigo Does China Pose a Threat to Global Rare Earth Supply Chains?, do Center for Strategic and International Studies (CSIS). Para piorar a situação, por dois meses a China interrompeu os embarques de terras raras para o Japão, em meio a uma disputa marítima entre os dois países, gerando pânico entre os fabricantes. Em 2012, Estados Unidos, União Europeia e Japão contestaram na Organização Mundial do Comércio (OMC) as cotas chinesas na exportação de terras raras. “Se a China simplesmente deixasse o mercado funcionar por conta própria, não teríamos objeções. Mas as políticas deles estão impedindo que isso aconteça e vão contra as próprias regras que o país concordou em seguir”, disse o então presidente americano, Barack Obama, ao recorrer à OMC. Dois anos depois, a China perdeu a disputa e reviu o regime de cotas. Mas o paradigma de livre comércio internacional, vigente desde o fim da Guerra Fria entre os blocos capitalista e socialista, havia sido abalado. Para muitos historiadores, o embargo da China ao Japão marcou o começo da segunda Guerra Fria, desta vez entre Estados Unidos e China. “Se a primeira Guerra Fria teve o bloqueio de Berlim, a segunda teve as disputas no Mar do Sul da China e o embargo de metais estratégicos”, afirma o historiador Niall Ferguson. O Japão, país mais afetado pelo embargo chinês, investiu pesadamente na mineradora australiana Lynas, criando a primeira grande cadeia de refino fora da China. A Coreia do Sul, sede de gigantes como Samsung e LG, firmou parcerias com Vietnã e Indonésia. A União Europeia aprovou o Critical Raw Materials Act, estabelecendo que, até 2030, nenhum país deverá fornecer mais de 65% da demanda de qualquer mineral estratégico do bloco. Já os Estados Unidos criaram o Minerals Security Partnership (MSP), um grupo de 14 nações para coordenar investimentos em minas na África, América Latina e Canadá. CONCENTRAÇÃO - Imagem de satélite da Bayan Obo, maior mina de terras raras do mundo, na Mongólia Interior, região autônoma da China Getty Images Daí para a frente, reduzir a dependência da cadeia de suprimentos chinesa tornou-se uma questão de soberania no discurso dos presidentes americanos. É o tema de fundo em questões como descarbonização da economia, inteligência artificial e em acordos de cooperação comercial, política ou militar. “Temos que assumir o controle do nosso futuro energético”, disse Obama em 2012. “A segurança nacional e a segurança econômica andam juntas. Não podemos depender da China para as tecnologias de que precisamos para sobreviver”, disse Joe Biden em 2022, ao assinar o Chips and Science Act, um pacote de mais de US$ 280 bilhões em incentivos para desenvolver a indústria de semicondutores nos Estados Unidos. “Uma interrupção no fornecimento de terras raras constitui uma ameaça extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”, disse Donald Trump, em 2020. No primeiro dia do segundo mandato, em 2024, Trump assinou duas ordens executivas sobre terras raras, afirmando que o país estava produzindo em um ritmo “inadequado para atender às necessidades da nação”. Um tom semelhante está presente em recente discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao assinar acordo com a Índia sobre terras raras: “No mundo de hoje, a diversificação comercial virou sinônimo de resiliência diante do recrudescimento do protecionismo e do unilateralismo comercial”. No Brasil, um caso notável é o da CBMM, líder mundial na produção do mineral crítico nióbio, usado em semicondutores, e também na indústria siderúrgica e automotiva. “A siderurgia é a nossa principal cliente”, diz Rafael Mesquita, diretor de Tecnologia da empresa. “Paralelamente, nos últimos anos, a companhia direcionou esforços para áreas como mobilidade elétrica, armazenamento de energia e data centers.” Não é simples reorganizar uma cadeia de fornecimento globalizada, mesmo que parcialmente. Segundo um relatório do USGS, entre 2020 e 2023 os Estados Unidos dependeram da China em 70% de suas importações de terras raras. A dependência chega a áreas consideradas estratégicas. Em 2022, por exemplo, uma investigação mostrou que todos os 820 aviões F-35 Lightning II (o caça mais avançado dos EUA) fabricados até então tinham materiais chineses – num descumprimento às regras do Pentágono. A produção foi interrompida, mas, na falta de alternativa, retomada após o subsecretário de Defesa assinar um pedido de exceção à lei (de segurança nacional) “em nome da segurança nacional”. “Num mundo cada vez mais fragmentado, os países estão tentando garantir dentro do seu próprio território o máximo de segurança e independência possível. Pelo lado da economia isso é péssimo, porque acaba gerando sobrecustos”, afirma a consultora Rafaela Guedes, sênior fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). “A melhor forma de reduzir dependências será a cooperação entre blocos econômicos com interesses comuns, como Estados Unidos e Brasil, ou Mercosul e União Europeia.” COLABORAÇÃO - Rafaela Guedes, do Cebri: para reduzir dependências, a melhor opção é estabelecer cooperação entre blocos econômicos Divulgação Nos últimos dois anos, Estados Unidos e China criaram unilateralmente regras para controlar terras raras e o que é feito com elas no mundo inteiro – em especial, nos processadores de inteligência artificial. É algo que o historiador Niall Ferguson chamou de “cerco mútuo”. O governo americano proibiu a venda de chips de alta performance feitos nos EUA ou com tecnologia americana. “Lenin disse uma vez que os capitalistas nos venderão a corda com a qual os enforcaremos. Hoje, as grandes empresas de tecnologia americanas estão fazendo mais do que vender a corda. Estão ajudando Pequim a dar o nó”, disse o senador Tom Cotton, aliado de Trump. O Ministério do Comércio chinês, por sua vez, passou a exigir que os compradores de suas terras raras entregassem relatórios de rastreabilidade total – e informou que a exportação para uso militar seria automaticamente rejeitada. As terras raras estiveram no centro das discussões recentes dos Estados Unidos com a Ucrânia, que permanece em guerra com a Rússia. “Eu disse [ao presidente Volodymyr Zelensky] ‘Olha, nós demos a vocês centenas de bilhões. Vocês têm minerais que o mundo inteiro deseja. Se vocês querem que continuemos a protegê-los, os Estados Unidos precisam ter o primeiro direito de compra sobre tudo o que sair do solo ucraniano. Não vamos deixar a China ficar com isso’”, relatou Donald Trump. Os cobiçados minerais explicam em parte o interesse americano em anexar a Groenlândia e devem pautar uma conversa com o Brasil, programada para março. O país tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo e mantém negócios com americanos e chineses. “Prefiro negociar de forma soberana com o Trump para que o processo de transformação desses minerais seja feito e explorado dentro do nosso país, e não fora. E venderemos para quem quisermos vender”, disse Lula. Enquanto os Estados Unidos rodam o mundo para reduzir a dependência da China em terras raras, há quem defenda que a solução está dentro de casa. Em vez de correr atrás de cinco décadas de atraso no desenvolvimento de uma cadeia de produção e refino, os americanos poderiam liderar uma nova frente: a reciclagem desses minerais, que atualmente responde por menos de 1% do consumo global. “Os Estados Unidos têm abundantes reservas de rejeitos de mineração, sucata industrial e eletrônicos descartados”, diz a geógrafa Julie Michelle Klinger. “Em vez de se apressar em abrir novas minas ou formular políticas baseadas na suposição de que a China detém todo o poder, poderiam avançar muito explorando essas fontes prontamente disponíveis.” E, de quebra, ajudar a preservar o futuro da Terra – no final das contas, a base de todos os recursos que servem à tecnologia. PRODUÇÃO E PROCESSAMENTO DE TERRAS RARAS A China domina nas duas frentes, mas outros países estão avançando Fontes: Benchmark Mineral Intelligence 2024 (mapa) e U.S. Geological Survey – Mineral Commodity Summaries, 2026 Época NEGÓCIOS Fontes: Benchmark Mineral Intelligence 2024 (mapa) e U.S. Geological Survey – Mineral Commodity Summaries, 2026 Época NEGÓCIOS Fontes: Benchmark Mineral Intelligence 2024 (mapa) e U.S. Geological Survey – Mineral Commodity Summaries, 2026 Época NEGÓCIOS 17 ELEMENTOS E COMO SÃO USADOS Para que servem as 17 terras raras que servem de base para a tecnologia do futuro Getty Images 1. Cério (Ce) Adicionado a diversas ligas para aumentar a resistência e a proteção contra corrosão; usado em ímãs, tratamentos para queimaduras, polimento de vidro, lâmpadas e cerâmicas. Na eletrônica avançada, é essencial no polimento de wafers, substratos de chips e em óxidos usados em encapsulamento, contribuindo para estabilidade térmica e desempenho contínuo em servidores e processadores de IA. Getty Images 2. Disprósio (Dy) Empregado na fabricação de ímãs permanentes potentes, lasers e sistemas de iluminação, motores para veículos elétricos e turbinas eólicas. Em infraestrutura digital, é adicionado a ímãs de neodímio para aumentar a resistência térmica, permitindo operação confiável em servidores, sistemas de resfriamento e equipamentos usados em data centers e robótica. Getty Images 3. Érbio (Er) Adicionado a lasers e sistemas ópticos usados na medicina e em comunicações ópticas. É especialmente importante em fibras ópticas de telecomunicações e sistemas fotônicos usados para transmissão de dados em alta velocidade, interconexões de data centers, pesquisas em computação quântica e IA baseada em fotônica. 4. Escândio (Sc) Ingrediente importante em ligas leves de alta qualidade para aeronaves militares e comerciais, equipamentos esportivos, armas leves, lâmpadas de descarga de alta intensidade, odontologia e no refino de petróleo. Ligas com escândio também podem ser usadas em componentes estruturais avançados onde alta resistência e baixo peso são essenciais. 5. Európio (Eu) Usado como fósforo vermelho em TVs, na coloração azul de LEDs e como ferramenta terapêutica. Também participa de sistemas ópticos, lasers utilizados em equipamentos científicos e em pesquisas avançadas, incluindo instrumentação associada à computação quântica e ao desenvolvimento de hardware de IA. Getty Images 6. Gadolínio (Gd) Ingrediente ativo em contrastes para ressonância magnética. Também usado em sistemas de propulsão nuclear, metalurgia e micro-ondas, além de aplicações magnéticas especializadas. Getty Images 7. Hólmio (Ho) Usado em ímãs, micro-ondas e equipamentos médicos, odontológicos e de cirurgia a laser. Getty Images 8. Itérbio (Yb) Elemento-chave em componentes de raios X, dispositivos de memória, lasers ajustáveis, amplificadores e displays. Também fortalece metais. Pode ser empregado em lasers industriais e científicos usados em instrumentação avançada. 9. Ítrio (Y) Fortalece ligas metálicas e é usado em supercondutores de alta temperatura, aplicações médicas, radares e dispositivos ópticos. Na eletrônica avançada, participa de lasers, fósforos e materiais cerâmicos empregados em óptica de alta precisão, fotônica, encapsulamento de chips e sistemas de transmissão de dados em alta velocidade – importantes para hardware de IA e computação avançada. Getty Images 10. Neodímio (Nd) É particularmente crítico para infraestrutura digital e de IA: compõe ímãs de alta potência presentes em ventiladores de GPUs e CPUs, motores de sistemas de resfriamento de servidores, bombas de refrigeração líquida e motores de braços robóticos usados em automação e manutenção de data centers. Sua alta força magnética em formato compacto permite miniaturização, eficiência energética e operação em altas temperaturas – fatores essenciais para centros de dados de grande escala. 11. Lantânio (La) Usado em baterias de níquel-hidreto metálico para veículos híbridos, iluminação, lentes de câmeras e vidros especiais, além de atuar como catalisador no refino de petróleo. Na indústria de semicondutores, melhora propriedades dielétricas em microchips, sendo empregado no processamento avançado e em camadas de encapsulamento que aumentam a confiabilidade desses componentes. 12. Praseodímio (Pr) Componente essencial de ligas de alta resistência para motores aeronáuticos, ímãs potentes (inclusive para turbinas eólicas), vidros resistentes e cabos de fibra óptica. Também integra ligas e ímãs usados em motores de precisão e sistemas automatizados industriais e robóticos. 13. Lutécio (Lu) Usado no refino de petróleo, polimerização, litografia e tomografia, além de atuar como fósforo em algumas lâmpadas. Também empregado no tratamento de tumores e na construção de relógios atômicos de altíssima precisão, relevantes para metrologia e sincronização de sistemas tecnológicos. Promécio (Pm) Getty Images 14. Promécio (Pm) Componente importante em tintas luminosas, equipamentos portáteis de raios X e baterias atômicas para eletrônicos críticos, do setor militar e aeroespacial. Getty Images 15. Térbio (Tb) Importante para triagem química; fósforo verde para TVs e monitores; usado em iluminação, sonares militares e sensores. Também reforça ímãs permanentes de alto desempenho usados em motores elétricos compactos e sistemas de resfriamento eficientes, incluindo aplicações industriais e tecnológicas. Getty Images 16. Samário (Sm) Ingrediente ativo em um conhecido agente de destruição de células cancerígenas; usado também em combinação com outros elementos em ímãs, lasers e barras de controle de reatores nucleares para absorção de nêutrons. Ímãs de samário-cobalto também são usados em aplicações eletrônicas e aeroespaciais que exigem estabilidade térmica elevada. Getty Images 17. Túlio (Tm) Usado em lasers de uso militar e industrial e como fonte de radiação para raios X portáteis, além de aplicações tecnológicas especializadas. 17 APLICAÇÕES DOS ELEMENTOS RAROS Listamos 17 indústrias e quais elementos cada uma utiliza Fonte: rareearths.com Época NEGÓCIOS Getty Images Época NEGÓCIOS Fonte: rareearths.com Época NEGÓCIOS *Essa reportagem foi publicada originalmente na edição de março de 2026 Initial plugin text *Essa reportagem foi publicada originalmente na edição de março de Época NEGÓCIOS Mais Lidas",
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