Relógio atômico pode ajudar a decifrar um dos maiores mistérios da física
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April 20, 2026
Um novo estudo sugere que relógios atômicos ópticos, um dos instrumentos mais precisos da física, podem ser usados para investigar uma hipótese ainda aberta na ciência: a de que o próprio tempo tenha comportamento quântico em determinadas condições. O projeto foi apresentado em um artigo publicado nesta segunda-feira (20) na revista científica Physical Review Letters. A ideia parte de um ponto central da física moderna. No mundo cotidiano, o tempo parece fluir de forma contínua e bem definida. Mas, na mecânica quântica, partículas podem existir em superposição, isto é, em mais de um estado ao mesmo tempo. Carbono líquido é criado em laboratório pela primeira vez na Alemanha e pode impulsionar fusão nuclear Quais países possuem bomba nuclear? Veja quem faz parte do clube atômico mundial Meta anuncia plano ambicioso de energia nuclear para impulsionar suas ambições em inteligência artificial Os autores do novo trabalho argumentam que, quando um relógio muito preciso também obedece a essas regras quânticas, o intervalo de tempo registrado por ele pode, em tese, entrar em superposição e “correr” mais rápido e mais devagar ao mesmo tempo. Segundo os pesquisadores, esse efeito poderia ser observado em relógios atômicos extremamente precisos. Esses aparelhos funcionam ao isolar átomos individuais, resfriá-los a temperaturas muito baixas e usar lasers para medir com máxima exatidão pequenas mudanças no estado deles. Para tornar essas assinaturas quânticas mais visíveis, a proposta recorre a uma técnica conhecida como squeezing, usada para reduzir certos tipos de ruídos quânticos e ampliar flutuações sutis do sistema. "Existem facetas mais profundas do tempo que ninguém jamais experimentou e que também nunca foram medidas", disse o físico Igor Pikovski, do Instituto de Tecnologia Stevens, nos EUA, ao ScienceAlert. Se esse tipo de teste der resultado, a importância da pesquisa vai além da medição do tempo. Ela pode ajudar cientistas a investigar melhor a relação entre a mecânica quântica e a relatividade, duas teorias centrais da física que funcionam muito bem em contextos diferentes, mas que ainda não foram totalmente unificadas. Nesse cenário, os relógios atômicos podem se tornar uma ferramenta prática para testar, em laboratório, uma questão que até agora vinha sendo discutida principalmente no campo teórico. A pesquisa não significa que cientistas tenham provado que o tempo “é quântico”. O que o trabalho mostra é que, com a nova geração de relógios ópticos, essa hipótese pode começar a ser testada em laboratório, em vez de permanecer apenas como especulação conceitual. Initial plugin text Mais Lidas
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