Imagens de satélite mostram que brilho noturno da Terra cresceu 16% em oito anos, mas de forma desigual
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April 18, 2026
Levantamento com mais de 1,1 milhão de imagens de satélite indica aumento líquido de 16% na luz artificial noturna entre 2014 e 2022, em meio a impactos de guerra, pandemia e políticas energéticas. A Terra ficou mais iluminada à noite nos últimos anos, mas esse crescimento não ocorreu de forma linear nem homogênea. Um estudo financiado pela Nasa e conduzido por pesquisadores da Universidade de Connecticut (UConn) concluiu que a luminosidade artificial noturna do planeta teve aumento líquido de 16% entre 2014 e 2022, com base na análise de mais de 1,1 milhão de imagens de satélite. Reserve um quarto na Lua por R$ 1,3 milhão; empresa oferece hospedagem no satélite Satélite chinês de comunicação quântica pode ser hackeado, alerta cientista Conheça 20 empresas que estão batalhando para salvar a Terra Segundo os pesquisadores, o avanço da iluminação global foi marcado por forte volatilidade. Embora a radiância global tenha subido 34% no período, parte desse crescimento foi compensada por áreas que escureceram, em um movimento influenciado por fatores como a pandemia da Covid-19, crises econômicas, medidas de eficiência energética e conflitos armados. Planeta Terra Pexels A Ásia concentrou alguns dos principais aumentos de brilho, principalmente em regiões da China e do norte da Índia, impulsionadas pela urbanização. Na direção oposta, partes da Europa registraram redução da luminosidade noturna, associada à adoção de LEDs, políticas de contenção de poluição luminosa e, mais recentemente, à crise energética agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. França, Reino Unido e Holanda aparecem entre os países com quedas mais expressivas. O estudo também identificou sinais visíveis de eventos geopolíticos e econômicos. A Ucrânia apresentou queda acentuada de luminosidade após a invasão russa, enquanto a Venezuela perdeu mais de 26% de sua iluminação noturna em meio ao colapso econômico. Já os lockdowns da pandemia deixaram marcas em diferentes regiões do mundo, com redução temporária da atividade industrial, do turismo e da circulação urbana. Constraste regional Nos Estados Unidos, o levantamento apontou um contraste regional: cidades da costa oeste ficaram mais brilhantes com o crescimento populacional, enquanto parte da costa leste escureceu, em razão da maior eficiência energética e de mudanças econômicas. As imagens também captaram ciclos intensos de queima de gás por empresas de energia em áreas como a Bacia do Permiano, no Texas, e a formação de Bakken, em Dakota do Norte. Para os autores, a principal contribuição da pesquisa está em mostrar que a iluminação noturna do planeta funciona como um indicador em tempo quase real das transformações humanas. Em vez de retratar apenas progresso urbano, os dados revelam também apagões, retração econômica, respostas a crises e efeitos de políticas públicas. Em comunicado da Nasa, os cientistas resumiram esse comportamento como um planeta que não apenas fica mais brilhante, mas “pisca” conforme as mudanças sociais, econômicas e ambientais se desenrolam. “A Terra à noite tem muito a nos ensinar”, disse Miguel Román, vice-diretor de atmosferas e sistemas de dados do Centro de Voos Espaciais Goddard da Nasa em Greenbelt, Maryland (EUA). Mais Lidas
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