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Meta estuda corte de até 20% da equipe para acelerar corrida da IA

Home | Época Negócios [Unofficial] April 18, 2026
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A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, avalia uma nova rodada de demissões que pode atingir até 20% de sua força de trabalho. O movimento reforça a guinada da companhia pela inteligência artificial e infraestrutura de data centers, áreas que vêm concentrando investimentos cada vez maiores. Segundo a Reuters, a primeira onda de cortes está prevista para começar em 20 de maio e deve atingir cerca de 10% do quadro global, o equivalente a aproximadamente 8.000 funcionários. Outras reduções ao longo do ano também estariam em estudo, embora o alcance final ainda dependa da execução da estratégia de IA da empresa. No fim do ano passado, a Meta já havia cortado 79 mil empregados. Disney inicia demissão em massa que deve atingir mil funcionários Por que CEOs de tecnologia de repente estão culpando a IA por demissões em massa? Amazon deve demitir milhares de pessoas nesta semana, relata Reuters Se confirmada, a reestruturação será a maior desde o chamado “ano da eficiência”, quando a empresa eliminou cerca de 22 mil postos entre 2022 e 2023. Desta vez, a lógica é menos defensiva e mais estratégica: a Meta segue financeiramente robusta, com mais de US$ 200 bilhões em receita e cerca de US$ 60 bilhões em lucro no último ano, mas quer redirecionar capital para a corrida da inteligência artificial. Mark Zuckerberg, cofundador da Meta Alex Wong/Getty Images A mudança de rota também reflete a perda de protagonismo do metaverso dentro da empresa. Enquanto iniciativas ligadas à realidade virtual e à divisão Reality Labs perdem espaço, a Meta reorganiza equipes, cria novas frentes voltadas à IA aplicada e amplia sua capacidade computacional para competir em uma disputa cada vez mais intensa com rivais como OpenAI, Google e Anthropic. De acordo com o The Verge , a Meta classificou as informações como especulativas, mas não negou diretamente a possibilidade de novos cortes. O episódio reforça uma tendência que já se espalha pelo setor de tecnologia: empresas rentáveis, pressionadas a acelerar ganhos de produtividade e justificar gastos bilionários com IA, vêm usando reestruturações para realocar recursos e enxugar operações. Procurada pela reportagem, a Meta no Brasil ainda não se posicionou a respeito das demissões no país. Mais Lidas

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