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"textContent": "\nPesquisadores da Universidade Northwestern, em Ilinois, nos EUA, desenvolveram neurônios artificiais impressos que conseguiram se comunicar com células cerebrais vivas em laboratório, em um avanço que pode abrir caminho para novas interfaces cérebro-máquina e para sistemas de inteligência artificial mais eficientes em consumo de energia. O resultado foi divulgado pela universidade e publicado na quarta-feira (15) na revista Nature Nanotechnology. Segundo os pesquisadores, os dispositivos foram produzidos com materiais flexíveis e de baixo custo e conseguiram gerar sinais elétricos com características semelhantes às dos neurônios biológicos. Em testes com fatias de cerebelo de camundongos, esses sinais ativaram neurônios reais e dispararam circuitos neurais de forma comparável à atividade natural do cérebro. O trabalho tenta resolver uma limitação importante da computação inspirada no cérebro: muitos neurônios artificiais já desenvolvidos produzem sinais simplificados demais ou exigem redes grandes e energeticamente caras para reproduzir comportamentos mais complexos. No novo estudo, a equipe usou tintas eletrônicas feitas com dissulfeto de molibdênio (MoS₂) e grafeno, depositadas sobre superfícies poliméricas por impressão a jato de aerossol. Isso permitiu criar dispositivos capazes de gerar diferentes padrões de disparo, como pulsos isolados, disparos contínuos e rajadas. Na avaliação dos autores, a tecnologia pode ter aplicações futuras em neuropróteses e implantes capazes de ajudar a restaurar audição, visão ou movimento, além de contribuir para uma nova geração de hardware neuromórfico, sistemas computacionais desenhados para imitar o funcionamento do cérebro. Mark C. Hersam, da Northwestern Divulgação Cérebro como inspiração O estudo destaca justamente que o cérebro continua sendo muito mais eficiente energeticamente do que os computadores digitais atuais, o que torna esse tipo de arquitetura especialmente atraente em um momento de avanço da IA e de aumento do consumo elétrico de data centers. \"O mundo em que vivemos hoje é dominado pela inteligência artificial (IA)\", diz Mark C. Hersam, da Northwestern, que liderou o estudo. \"A maneira de tornar a IA mais inteligente é treiná-la com cada vez mais dados. Esse treinamento intensivo em dados leva a um enorme problema de consumo de energia. Portanto, precisamos desenvolver hardware mais eficiente para lidar com big data e IA. Como o cérebro é cinco ordens de magnitude mais eficiente em termos de energia do que um computador digital, faz sentido buscar inspiração no cérebro para a computação da próxima geração”, afirma o pesquisador, em nota. Os cientistas também argumentam que o método de fabricação pode ser mais sustentável porque usa um processo aditivo que deposita material apenas onde é necessário, reduzindo desperdício. Ainda assim, o experimento foi realizado em tecido cerebral de camundongo em ambiente de laboratório, o que significa que eventuais aplicações clínicas ou comerciais ainda dependem de etapas futuras de validação. Essa conclusão é uma inferência baseada no estágio experimental descrito no estudo e no tipo de teste realizado até agora. Mais Lidas",
"title": "Cientistas criam neurônios artificiais capazes de se comunicar com células cerebrais vivas"
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