Novidade no ar: companhia Air New Zealand lança classe econômica com acesso a camas em voos longos
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April 15, 2026
A Air New Zealand vai começar a vender sessões de descanso em beliches instalados na classe econômica de seu voo entre Auckland e Nova York a partir de maio. O serviço, batizado de Skynest, é descrito pela companhia como inédito no mundo. As informações são do The Guardian. A rota tem duração de 17 horas. Os passageiros continuam obrigados a comprar uma poltrona convencional, mas podem reservar um período de quatro horas nas camas por NZ$ 495, equivalente a R$ 1.700. Inicialmente, haverá duas sessões disponíveis por voo, com limite de uma reserva por passageiro. Os voos com o Skynest começam em novembro de 2026, e as reservas abrem em 18 de maio. Como funciona o Skynest São seis beliches instalados no corredor de um Boeing 787-9 Dreamliner. Cada unidade inclui roupa de cama, cortina de privacidade, iluminação ambiente e um kit com máscara de dormir, protetor auricular, produtos de skincare e meias. Compartilhar o espaço com outros passageiros é inevitável, já que não há como sentar ereto dentro dos pods. A empresa proibiu "double-bunking" (uso da cama por duas pessoas ao mesmo tempo), alimentação e a entrada de crianças. Ronco, porém, está liberado: o guia interno da companhia reconhece que "estatisticamente alguém vai roncar" e lembra que protetores auriculares são fornecidos para todos. Nikhil Ravishankar, presidente-executivo da Air New Zealand, justificou o serviço pela posição geográfica do país. Para uma nação tão isolada quanto a Nova Zelândia, afirmou, atrair visitantes depende de tornar as longas horas de voo mais toleráveis. "Ao dar a mais pessoas a chance de descansar de verdade em voos ultralonga distância, ajudamos a tornar as viagens de e para a Nova Zelândia mais viáveis", disse. A companhia já oferecia o Skycouch, um sistema de apoio de pés que transforma uma fileira de três assentos em uma cama improvisada, disponível mediante taxa adicional. A Air New Zealand não está sozinha na tentativa de melhorar a experiência da classe econômica em rotas longas. Em março, a United Airlines anunciou que permitirá transformar uma fileira de três assentos em espaço flat a partir de 2027. A Qantas, por sua vez, prevê uma "zona de bem-estar" para o que será o voo comercial mais longo do mundo, ligando Sydney a Londres a partir de junho. Mais Lidas
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