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"publishedAt": "2026-04-14T09:01:18.000Z",
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"textContent": "\nA corrida global pela inteligência artificial tem sido marcada pela disputa entre gigantes da tecnologia na criação dos grandes modelos. Mas, longe dos holofotes, uma nova camada desse mercado começa a ganhar protagonismo: a do pós-treinamento, etapa responsável por refinar, testar e adaptar esses sistemas para o uso real. É nesse espaço que atua a Vetto AI, startup fundada por Roberta Antunes e José André Nunes, brasileiros no Vale do Silício que querem posicionar seu negócio como uma ponte entre talentos especializados e alguns dos principais laboratórios de IA do mundo. Na prática, a empresa organiza uma base verificada de profissionais e os conecta a projetos internacionais de avaliação e aprimoramento de modelos. Esses especialistas atuam em tarefas como revisão de prompts, identificação de falhas, testes e validação de respostas – atividades que ajudam a “ensinar” os sistemas a lidar com situações complexas e ambíguas, aproximando a tecnologia da realidade. O modelo de operação é totalmente remoto e estruturado por projeto. A startup aposta em uma lógica de especialização sob demanda, na qual profissionais podem contribuir com empresas globais mantendo suas atividades principais. A remuneração varia conforme a complexidade das tarefas e o nível de senioridade, podendo chegar a cerca de R$ 600 por hora. Os projetos funcionam como um laboratório prático de inteligência artificial, permitindo que especialistas desenvolvam habilidades em um ambiente aplicado. Para Roberta Antunes, fundadora da Vetto AI, esse movimento está diretamente ligado a algo que chama de “democratização do acesso à tecnologia” e a uma mudança no perfil de quem pode construir soluções em IA. “Acho que hoje existe muito conteúdo disponível gratuito, na internet, sobre ferramentas e formas de produzir e construir software. Se quiser explorar, acessar conteúdo, tem muita gente estudando e produzindo. A melhor maneira é sempre fazendo. Um caminho muito legal pode ser começar com algum projeto, a partir de modelos, escrevendo código”, diz. Segundo a fundadora, qualquer um pode construir coisas, independentemente da sua área. “Até alguns anos atrás, éramos muito dependentes da área de tecnologia. Hoje todas essas áreas são empoderadas para construir”, afirma. A proposta da Vetto também dialoga com uma tendência mais ampla: a descentralização do desenvolvimento tecnológico. Ao conectar especialistas da América Latina a demandas globais, a startup amplia o acesso a uma cadeia antes concentrada em poucos polos, como Estados Unidos e Europa. Ao mesmo tempo, oferece a empresas e laboratórios acesso a dados de pós-treinamento com padrão técnico elevado, em um momento em que a qualidade dessas informações se torna um diferencial competitivo. A Vetto AI não abre oficialmente quais são os modelos que ajuda a treinar, mas garante que são alguns dos maiores laboratórios do mundo. Hoje, no mercado, alguns dos principais modelos de IA são oferecidos por empresas como OpenAI, Anthropic e Google. Atualmente, a empresa conta com mais de 60 mil usuários cadastrados só no Brasil. Segundo a startup, um usuário pode alcançar um ganho entre R$ 350 e R$ 600 por hora de treinamento prestado. O perfil varia entre diversas profissões: médicos, programadores, professores, personal trainers e até nutricionistas estão treinando IAs. Ficha da Vetto AI Divulgação Banner da série Startups Fora de Série Clayton Rodrigues Mais Lidas",
"title": "Startup fundada por brasileiros nos EUA ajuda a treinar os principais modelos de IA do mundo"
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